


A 2ª etapa da EAPJ aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de julho em Irati.
Na sexta-feira iniciamos as atividades com uma mística na qual refletimos as causas dos dois projetos que estão presentes em nossa sociedade hoje: projeto de vida (anúncios) X projeto de morte (denúncias). E em seguida fizemos uma conversa sobre o Plebiscito Popular do Limite da Propriedade da Terra, baseados em uma apresentação de teatro, vídeo e cartilha do Plebiscito.
No sábado, o tema trabalhado foi Espiritualidade, na qual teve como assessoria Rodrigo Souza do Projeto Brasil Local/Avesol e Recid-PR. Através de vídeos e trabalhos em grupo foi refletido a mística e espiritualidade ecumênica e sua essência para o trabalho coletivo, e para encerrar o dia foi realizado a caminhada dos lutadores e lutadoras do povo.
E no domingo, o tema foi afetividade, com a assessoria da Mara, na qual participa do Projeto Rede da Vida e da Recid-PR. Através de muitas dinâmicas refletimos a afetividade no nosso dia-a-dia e no trabalho em grupo.
Após o almoço também tivemos uma apresentação cultural do grupo de violão do bairro Vila Nova, na qual fazem parte do Projeto “Juventude da Comunidade Gera Nova Sociedade”.
Nesta etapa, contamos com a presença de quatro companheiros de grupos e projetos de Curitiba e que descreveram sua participação através do texto abaixo:
IR A TI, PARA NA SOLIDARIEDADE, VENCER DOR E MEDOS:
Na fria tarde do dia 24 de Julho de 2010, chegamos a cidade de Irati, no Paraná. Lucimara Camargo (a Mara), educadora Popular das CEBs-Pr e da RECID-Pr e coordenadora do Projeto Rede da Vida em Curitiba; A Salete Bagolin, também das CEBs-Pr e da direção do CEFÚRIA; e a Francisca Santiago da Pastoral da Criança e atual Conselheira Tutelar na Regional Boqueirão em Curitiba; e eu João Santiago Poeta e Militante, educador popular das CEBs-Pr e Coordenador Nacional da RECID-Pr.
Chegamos e fomos calorosamente acolhidos (as) na Escola Municipal Tancredo Martins, onde já acontecia a atividade com quarenta e cinco jovens e podemos presenciar uma bela apresentação do grupo que trabalhava o tema: Espiritualidade e Afetividade.
Em Irati tem um belo trabalho organizado em torno da Associação CORAJEM, Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Ecumênica e Missionária. Cristiane, atual presidente, é exemplo do que é a CORAJEM. Cristiane é uma liderança no meio da juventude de Irati.
Assim como sua irmã Laís, segunda secretária da Associação coordena e lidera importantes processos de emancipação e protagonismo da juventude, a partir da Educação Popular e da Economia Solidária. É significativo o fato de as duas lideranças serem fruto de uma realidade que permanece válida, apesar de muitas vezes ignorada.
Jovens evangelizando jovens. Jovens forjando jovens na luta pelo mundo menos feio com o qual Paulo Freire sonhou. Pois a CORAJEM é herdeira das CEBs e do CEBI, trabalha com a leitura popular e orante da bíblia e tem forte inserção na Igreja.
Na noite do sábado, dia 24, em que chegamos, após a acolhida e a apresentação citada acima, um difícil banho naquele frio e o jantar, houve uma importante celebração cultural.
Todos (as) saímos do salão, cada um (a) com uma vela acesa na mão e cantando o hino Wandré. “Para não dizer que não falei das flores”. Quando essa música foi composta se tornando o hino da abertura democrática, e eu a ouvia e a cantava, juntamente com meus irmãos e outros companheiros, em São Paulo, enquanto os helicópteros militares sobrevoavam o estádio da Vila Euclides no ABC paulista, nenhum daqueles jovens tinham, se quer, nascido. Mas, simbolicamente, aquela música dizia algo muito nosso. Das duas gerações ali representadas. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”. Este era o clima no grupo de jovens de Irati e região, sob a coordenação da CORAJEM.
A primeira parada da marcha foi para homenagear Zumbi dos Palmares, líder da libertação dos negros no quilombo dos Palmares; na segunda estação de nossa procissão fizemos memória de Margarida Alves, Mulher nordestina, trabalhadora rural, morta vítima de da violência do latifúndio e do machismo; na terceira parada saudamos Chico Mendes, sindicalista e líder dos siringueiros do Acre, covardemente assassinado na frente de sua casa em Xapuri, cidade onde nasceu no dia 22 de Dezembro de 1988; na quarta parada lembramos Irmã Doroti Stang, religiosa norte-americana, morta por fazendeiros no município de Anapu-Pará no dia 12 de Fevereiro de 2005; na quinta estação de nossa via sacra, celebramos a vida e a memória de Ernesto Rafael Guevara, o CHE, guerrilheiro e revolucionário argentino, mártir latino-americano, também morto por lutar pela libertação dos povos latino-americanos, no dia 09 de Outubro de 1967, executado pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya; Nossa última parasda, naquela noite fria, mas cheia calor jovem, foi para uma reflexao sobre o mestre Paulo Freire. O andarilho da esperança e da utopia, que nos deixou um legado de esperança, regado pelo diálogo com nossa espécie.
A cada parada a jovem e liderança da CORAJEM, Laís, fazia a leitura de um breve texto sobre cada personagem. Tambem cantavamos uma música que nos lembrava a caminhada e a luta do povo brasileiro e latino-americano por sua libertação. Assim, cantamos, além do hino de Wandré, Maria, Maria; Terre, planeta água; Comandante Guevara; Sem medo de ser mulher; Eu só peço a Deus. Foi muito lindo ver aqueles (as) jovens, marchando na procissão em homengam aos mártires do povo.
No Domigo às 08h30 quando nos reunimos denovo no salão para a oficina sobre afetividade, cuja responsabilidade se acessorat era de Mara, já estávamos em casa. A juventude de Irati é sem dúvida uma importante referência para toda a juventude brasileira. Os coordenadores deste processo em Irati, Rodrigo Luiz de Taís Denhuque, certamente semtem-se desafiados a manter este projeto. Por isso, fazem mil malabarismos para garantir sua sustentabilidade. Parceiras locais, com prefeituras e secretarias, parceria com a RECIS-Pr, com o Programa Brasil Local, Secrtaria Nacional de Economia Solidária, etc. O próprio espaço, uma escola municipal, que estaria ociosa naquele final de semana, ou periodo de férias é um exemplo a ser seguido. O cuidado que o grupo tem na preservação do patrimônio também constitui-se importante elemento pedagógico de reflexão e aprendizado.
É uma verdadeira escola de cidadania, de conscientização e de profecia. Escola de solidariedade. É assim qu desconstuimos os mitos de dominação e os medos implócotos na pedagogia da dominação. É assim que derrunamos por terra os preconceitos contra a juventude e formamos uma nova geração. Parabens a todos (as) das comunidades de Irati e região. Todos e todas que, mesmo nao tendo o nome citado, têm a mesma importância e os mesmos méritos. É assim que sonhamos em mutirão e continuamos dizendo que é importante sonhar. E, como dizemos na RECID, “ o povo que ousa somhar, comstrói um Brasil popular”.
Curitiba, 26 de Julho de 2010.
João Santiago – Teólogo, Poeta e Militante.
poesiaemilitancia@yahoo.com.br
htpp://poetaemilitante.blog.terra.com.br
A EAPJ 2010 – Escola de Agentes Populares da Juventude teve início neste ano com a 1ª etapa que aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de junho em Irati. No dia 25 à noite, aconteceu a mística de abertura da EAPJ 2010 e entrega de certificados da 1ª turma de 2009.
dores, sendo representadas pelos seguintes municípios da região: Irati, Fernandes Pinheiro, Guarapuava, Mallet, Rebouças, Inácio Martins e Ponta Grossa.COLUNA 29.jun.2010
'CORAJEM'
Sim, é "CORAJEM", com a letra "jota" mesmo. É que não falo de qualquer coragem, falo da Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Missionária de Irati, cuja sigla é "Corajem". Trata-se de uma ONG que trabalha na organização e formação de grupos populares com comunidades, a partir do protagonismo de adolescentes, jovens, mulheres e famílias.
A Corajem tem, entre suas atividades, a formação e conscientização, através de uma "Escolinha Comunitária de Educação Popular".
Na semana passada, participei da solenidade de entrega do certificado de conclusão do curso da primeira turma da escolinha, que coincidiu com o início das atividades da segunda turma. Atento, acompanhei o desempenho e a alegria dos jovens, cerca de 40. Uns tímidos. Outros, mais soltos. A maioria —e também as mais atuantes — eram as garotas.
Na entrega do certificado, cada um ou cada uma falava o que estava sentindo, a importância da escolinha e o que ela pode contribuir para a sua vida. Maravilhoso. Em poucas palavras, demonstravam a preocupação que vivem e o que esperam contribuir. Todos falaram de sonhos, caminhos a trilhar, mundos a construir, ser alguém, enfim —do jeito que está, não dá.
Ao final, os que assistiam à solenidade foram convidados, se quisessem, a falar. Eu, que assisti a tudo calado e com certa emoção, resolvi me manifestar. A emoção se devia à quantidade de jovens, principalmente garotas, militando na ONG e falando do futuro e do caminho a construir. Resolvi falar sobre o que tinha vivenciado naquele momento e que entendia que tudo aquilo eram presentes. Ganhei vários presentes.
Um presente foi assistir tantos jovens juntos e preocupados, não só com o próprio mundo, mas com a humanidade. Preocupados em ser alguém, e não em ter objetos. Isto ficou explícito no breve pronunciamento de cada um.
Não poderia deixar de ser presente a própria direção da Corajem. Não perguntei a idade de nenhum e de nenhuma dos dirigentes da ONG, mas é possível observar que a maioria não tem mais de 23 anos de idade e, mais importante, a maioria são meninas. Que belo presente: jovens dirigentes de uma entidade preocupada com a política.
Presente enorme foi ouvir da boca de um desses jovens que ele é marxista-comunista. Que coragem um jovem se declarar em público comunista e estudante de Marx. Quando muitos querem a extinção “dessa raça”, vem um jovem e confessa: “Sou comunista”.
Ganhei do jovem comunista, além da confissão de sua ideologia, dois outros presentes: um CD e um amigo. O Maygon, este é seu nome, faz parte de uma banda, “Escultores de Alento”. Ele é músico e letrista/poeta da banda. Presenteou-me com um CD e uma dedicatória: Ao amigo e inspirador Rosinha, com grande abraço. Entrego a ele também a minha amizade.
Ao final de cada dia sou outro homem. Não sou o mesmo que iniciou o dia. Naquele dia, ao encontrar a turma da Corajem, acrescentei na minha vida mais saber e certeza. A certeza de que mundo, no que depender desses jovens, será melhor.
São muitos os passos a percorrer, muitas estradas e caminhos. Eles sabem disso, tanto que se organizam para não caminhar só. Buscam coletivamente construir um caminho próprio, pelo menos foi o que entendi dos breves discursos do formando da escolinha.
Esses breves discursos levaram-me ao poeta espanhol Antonio Machado, com seu “Caminante, no hay camino” e declamei para eles: Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. / Al andar se hace el camino … .
O pessoal da Corajem sabe que não há caminho e que o mesmo tem que ser construído, por isso a escolinha de formação que chamei no meu pronunciamento de “pré-escola”. A pré-escola da política.
Por falar em política, neste ano teremos eleições. E, como mais uma vez concorrerei a deputado federal, ainda que a legislação eleitoral não obrigue, voluntariamente e por questão ética decido me afastar —temporariamente—, desta coluna e de vocês, caros leitores e leitoras.
Não sei se alguém sentirá falta. Mas eu sentirei falta de vocês. Alguns e algumas podem estar duvidando, mas é verdade. Estarei de volta em outubro.
Fonte:
Texto escrito por Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e foi publicado no Jornal onde ele tem um espaço semanal.
www.drrosinha.com.br | twitter.com/DrRosinha
Foi divulgada no dia 24 de junho a lista dos projetos aprovados pelo Comitê Gestor - que esteve reunido no dia 17 de junho, em Brasilia (DF). Os projetos aprovados atenderam os critérios e prioridades determinados pelo FES.
1. Economia a serviço da vida e dos direitos dos imigrantes
Associação Grito dos Excluídos Continental, São Bernardo do Campo (SP)
2. Mulheres camponesas economia e produção de alimentos saudáveis
Associação Nacional de Mulheres Camponesas, Passo Fundo (RS)
3. Tecendo histórias de vida
Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor/Projeto Força Feminina, Salvador (BA)
4. Formação pedagógica inicial para monitores das escolas Famílias Agrícolas
União das Associações das Escolas Famílias Agrícolas, Bacabal (MA)
5. Casa de Farinha Povo Tapuia
Conselho Indigenista Missionário (Regional Goiás-Tocantins), Palmas (TO)
6. Agricultura orgânica sim, drogas não
Cáritas Diocesana de Palmares/Escola de Integração Social de Palmas, Palmas (PR)
7. Comunicação a serviço da vida: programa Vozes da Amazônia na promoção dos Direitos Humanos
Porto Velho Instituto Madeira Vivo, Porto Velho (RO)
8. Oficina de artesanato do sabão caseiro derivados do babaçu
Diocese de Coroatá, Codô (MA)
9. Camponês em defesa dos direitos negados
Diocese de Coroatá – Comissão Pastoral da Terra, Coroatá (MA)
10. Capacitando para gerar uma economia que favorece a vida
Diocese de Bacabal, Bacabal (MA)
11. Homens e mulheres e natureza vivendo em harmonia
Associação dos Artesãos do município de Caracaraí, Caracaraí (RR)
12. Cristãos e cristãs a serviço da vida
Prelazia do Xingu – Paróquia Imaculada Mãe dos Pobres, Medicilândia (PA)
13. Fortalecendo as pastorais sociais em favor da vida
Ação Social Diocesana de Santa Cruz do Sul – ASDISC, Santa Cruz do Sul (RS)
14. Semeando para crescer
Associação dos Pequenos Produtores Rurais São Martinho da Mangueira, Januária (MG)
15. Formação, assessoria e consultoria para empreendimentos econômicos solidários: Uma estratégia para o desenvolvimento local e solidário
Associação de Promoção Humana e Resgate da Cidadania, São Bernardo do Campo (SP)
16. Amparo a grupos gerando renda e qualidade de vida
Cáritas Diocesana de Balsas, Balsas (MA)
17. Curso de inverno para jovens 2010 – formação de lideranças e economia solidária
Instituto de Pastoral da Juventude – LESTE II, Belo Horizonte (MG)
18. Fortalecendo o exercício da cidadania na Diocese de Viana
Cáritas Diocesana de Viana, Buriticupu (MA)
19. Quintais agroecológicos
Cáritas Diocesana de Goiás, Goiás (GO)
20. Formação técnica e agroecológica para jovens e famílias do meio rural de Uirapuru e região
Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola de Uirapuru, Uirapuru (GO)
21. Pedaço de chão certeza do amanhã
Obras Sociais da Paróquia São Pedro Concórdia do Pará (PA)
22. Formação e mobilização para conquista e efetivação de direitos econômicos, culturais e sociais
CNBB – Comissão Brasileira Justiça e Paz, Brasília (DF)
23. Mobilização e articulação para o plebiscito popular por um limite da propriedade da terra no Brasil
Cáritas Brasileira (Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo), Brasília (DF)
24. Fortalecimento da Economia Solidária Indígena – Kaingang e Guarani na região Sul
Conselho de Missão entre Índios – COMIN, São Leopoldo (RS)
25. Jornada Ecumênica: Ecumenismo, Ecologia, Economia e Vida
Fórum Ecumênico Brasil, Rio de Janeiro (RJ)
26. Valorizando a organização dos grupos comunitários articulados à Rede Fitovida
Associação Amigos da Rede Fitovida, Belford Roxo (RJ)
27. Juventude da comunidade gera nova sociedade
Associação CORAJEM, Irati (PR)
28. Cooperbom em busca de uma vida digna
Cooperativa Mista de Trabalho e Produção Bom Samaritano Ltda, Viamão (RS)
29. Mulheres superando a exclusão e violências com pão e solidariedade
Comunidade Evangélica de Porto Alegre, Porto Alegre (RS)
30. Formação e acompanhamento para famílias agricultoras da Associação dos Produtores de Arroz Ecológico do Assentamento Filhos de Sepé
Associação dos Produtores de Arroz Ecológico do Assentamento Filhos de Sepé – Apaeco, Viamão (RS)
31. Comercialização de produtos agroecológicos no Assentamento Ander Rodolfo Henrique como estratégia de inserção no mercado institucional
Cooperativa Camponesa, Diamante do Oeste (PR)
32. Produzindo redes solidárias
Associação Costurando Com Arte – Copearte, Porto Alegre (RS)
33. Animação da coleta da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 e implementação do Fundo Ecumênico de Solidariedade
Uma nova moeda entra em circulação na comunidade de Faxinal dos Marmeleiros, área rural de Rebouças, trata-se da ASMUC, uma moeda social criada pela associação de Mulheres do Marmeleiro.A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o ESCAMBO, simples troca de mercadoria por mercadoria.Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas e, aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as MOEDAS-MERCADORIAS.
não permitindo o acúmulo de riquezas.
A PEC da Juventude foi aprovada com 56 votos em primeiro turno. Em seguida, foram abertas e fechadas três sessões consecutivas e deu-se a votação em segundo turno. Foi então aprovada por unanimidade a proposta altera a denominação do capítulo VII do título VIII da Carta Constitucional para cuidar dos interesses da juventude. Esse capítulo, que trata atualmente dos interesses da família, da criança, do adolescente e do idoso, passa a incluir também o jovem, conforme a PEC. O próximo passo é a promulgação, feita pelos presidentes das duas Casas Legislativas que integram o Congresso Nacional: a Câmara e o Senado. Como se trata de Emenda Constitucional, não vai para sanção presidencial.
O presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Danilo Moreira, considera que esta vitória tem o sentido de consolidar as políticas públicas de juventude na agenda nacional, assegurando a melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. "A PEC dá segurança jurídica ao tema, permitindo o avanço das políticas juvenis, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude, estabelecendo metas a serem cumpridas pela União, em parceria com estados e municípios e organizações juvenis nos próximos dez anos". O Plano Nacional de Juventude já existe, tendo sido elaborado na 1ª Conferência Nacional de Juventude, que mobilizou centenas de milhares de jovens em todo o Brasil.
Políticas de Estado
Com a aprovação da PEC a juventude passa a ser um segmento reconhecido pela Constituição e, portanto, passível de direitos específicos, como direitos civis. Para Yann, esta vitória deve servir para ajudar a enterrar o debate da redução da maioridade penal - em pauta no Congresso Nacional - e, por outro lado, avançar nas conquistas de direitos. "Precisamos de mais políticas que incentivem a participação do jovem na sociedade e que permita revelar os talentos da juventude, como são as Praças da Juventude ou mesmo o Projovem, que precisa ser uma política de Estado e não apenas de governo".
Augusto Chagas considera que a mobilização pela aprovação da PEC representou um salto de maturidade da atuação do Conjuve, composto por entidades de diversos segmentos, com variadas opiniões e formas de atuação. "O Conselho Nacional de Juventude conseguiu se consolidar como o principal articulador da mobilização nacional que resultou na aprovação da PEC da juventude", comemorou Augusto.
Aproximadamente 2000 pessoas - entre entidades, redes, gestores públicos e empreendedores (as) - estiveram reunidas entre os dias 16 a 18 de junho, discutindo e traçando metas para o futuro da Economia Solidária no Brasil.