segunda-feira, 21 de março de 2011

RESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO



No dia 24 de fevereiro de 2011 o “Grupo Cultural Atitude Jovem” do Bairro rio Bonito, realizou uma conscientização nas ruas XV de Julho e Dr. Munhoz da Rocha, abordando o tema: Responsabilidade no trânsito. O grupo realizou conversas e destribuiu o seguinte material aos motoristas e pedestres que passavem por estas ruas...
RESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO
Devemos fazer nosso papel quando assumimos o volante ou quando estamos no papel de pedestres, não beber e dirigir e respeitar o limite de velocidade são hábitos a serem tomados.


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domingo, 20 de março de 2011

A Internacional Comunista (Legendado)


Obama desonra o Brasil e manda OK para ataque à Líbia
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja presença em nosso país é repudiada por partidos de esquerda e movimentos sociais, deu, durante seu encontro com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o argumento definitivo para que se compreenda por que foi tachado de persona non grata: mandou de Brasília o OK dos Estados Unidos para iniciar a guerra de agressão contra a Líbia.


Em atitude que viola as regras da hospitalidade, constrangendo o anfitrião, Obama simplesmente desonrou o Brasil, ao fazer uma declaração de guerra no país que por princípio constitucional e tradição advoga a solução pacífica dos conflitos internacionais. O presidente estadunidense ignorou o fato de que o Brasil se absteve na votação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que abriu a via legal para a agressão, “por não estar seguro de que o uso da força é o melhor caminho”, conforme explicou a embaixadora Viotti, representante do Brasil no órgão das Nações Unidas.

Obama deu um ultimato ao governo líbio e a senha para o ataque, ao anunciar que as potências imperialistas estavam prontas para a ação militar contra o país do norte da África. “A secretária (de Estado, Hillary) Clinton está em Paris em coligação com vários países para implementação da resolução 1973. Se não houver cessação imediata da violência contra a população líbia, nossa coligação vai agir de alguma forma", disse Obama em Brasília. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, enquanto se desenrolava a audiência entre Dilma e Obama, um assessor deste último entrou na sala com um bilhete. Obama leu e disse que as "providências" teriam de ser tomadas.

Em seguida, explicou a Dilma que o assunto se referia à Líbia e que ele estava dando o apoio para que as forças aliadas abrissem fogo contra as tropas leais a Muamar Kadafi.

Ato contínuo, a França iniciou a intervenção militar contra a Líbia. Nicolas Sarkozy deu a ordem para os aviões franceses bombardearem aviões e blindados das forças armadas líbias e luz verde para o deslocamento de navios de guerra inclusive o porta-aviões Charles de Gaulle.

Cinicamente, o presidente francês, que em muitas ocasiões já demonstrou sua vocação autoritária, disse que “a porta da diplomacia será reaberta desde que cessem as agressões”. (das forças líbias contra os oposicionistas armados).

O Reino Unido e o Canadá participarão das operações de guerra. A Alemanha apoia a demarche mas não enviará forças militares.

O início dos bombardeios configura uma situação nova. Em nome de uma causa “humanitária”, que confunde muitos ingênuos e serve para disfarçar o oportunismo político, as potências imperialistas começam mais uma guerra. No início da década de 1990, de posse de um mandato da ONU, uma ampla coalizão de forças internacionais atacou o Iraque. Em 1999, sem o aval da ONU, mas com aparência de ação multilateral, a Otan dizimou a ex-Iugoslávia. Em 2001, sob pretexto de punir o suposto responsável pelos atentados às torres gêmeas, o imperialismo estadunidense formou consenso em torno da guerra ao Afeganistão.

Pretextos e gente disposta a respaldar ações desse tipo sempre haverá. Mas a verdade precisa vir à tona. Esse “multilateralismo” não corresponde aos anseios dos povos de democratização das relações internacionais. É palavra vazia, um rótulo sob o qual, na retórica imperialista, se tenta camuflar os piores crimes de lesa-soberania e lesa-humanidade.

Mas do lado dos povos, das forças progressistas, de esquerda e dos amantes da paz, nunca poderá nem deverá faltar argumentos, energia e coragem para condenar tais atos que atentam contra a soberania nacional e a paz mundial. Mesmo que seja uma posição aparentemente e momentaneamente minoritária.
FONTE www.vermelho.org.br

José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

segunda-feira, 14 de março de 2011

Economia Solidária em pauta no Congresso Nacional

O deputado federal Ságuas Moraes (PT-MT) anunciou apoio e defesa permanente da Política de Economia Solidária ao participar de audiência pública, nesta terça-feira (22.02), na Câmara dos Deputados.
Realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), a audiência reuniu os parlamentares para analisar a situação do setor em relação ao novo governo e as contribuições da economia solidária à erradicação da pobreza extrema e ao desenvolvimento territorial, sustentável e solidário.
De acordo com o deputado, que já propôs projeto semelhante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso quando deputado estadual em 2002, o Programa de Economia Solidária é uma política social fundamental para a geração de emprego e renda. “Trabalhamos neste projeto há muito tempo. Trata-se de um programa que vai além da agricultura familiar. É uma política que agrega muitos arranjos produtivos, apoio ao artesanato e a colônia dos pescadores, a iniciativa e fortalecimento dos grupos de costureiras. Enfim, é um projeto que cada vez mais ganha corpo na sociedade brasileira, cada vez mais reúne pequenas iniciativas em muitas cidades e estados brasileiroS”, disse.

Para Ságuas, a Economia Solidária tem que ser pauta constante no Parlamento e no Poder Executivo federal, estadual e municipal. “Eu defendo esta política e apoio as iniciativas do Fórum Nacional de Economia Solidária e no que depender do mandato, certamente estarei atuando com o objetivo de fortalecer esta política, assim como a Secretaria Nacional de Economia Solidária, órgão ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego”, destacou.

Programa – A Economia Solidária envolve relações econômicas e sociais que têm por base a autogestão e o enfrentamento à exclusão social. Os empreendimentos econômicos solidários são formados por cooperativas ou associações relacionadas a movimentos sociais de mulheres, agroecologia, cultura e comunidades tradicionais

quarta-feira, 2 de março de 2011


McDonald´s: Maus tratos e superexploração


Nesta semana, nas bancas, o jornal Brasil de Fato traz uma grande reportagem sobre a superexploração e maus tratos que sofrem os jovens e adolescentes na maior rede fastfood do mundo. Confira a seguir trechos

24/02/2011

Michelle Amaral
“Uma vez eu estava com uma bandeja cheia de lanches prontos para serem entregues e escorreguei. Quando ia caindo no chão, meu coordenador viu, segurou a bandeja, me deixou cair e disse: 'primeiro o rendimento, depois o funcionário'”, conta Kelly, que trabalhou na rede de restaurantes fast food McDonald´s por cinco meses.
“Lá você não pode ficar parado, se sentar leva bronca”, relata Lúcio, de 16 anos, que há 4 meses trabalha em uma das lojas da rede na cidade de São Paulo. “Você não tem tempo nem para beber água direito”, completa José, de 17 anos. “Uma vez eu queimei a mão, falei para a fiscal e ela disse para eu continuar trabalhando”, lembra o adolescente. Maria, de 16 anos, ainda afirma que, apesar da intensa jornada de trabalho nos restaurantes, recebe apenas R$ 2,38 por hora trabalhada.
Os relatos acima retratam o dia-a-dia dos funcionários do McDonald´s. Assédio moral, falta de comunicação de acidentes de trabalho, ausência de condições mínimas de conforto para os trabalhadores, extensão da jornada de trabalho além do permitido por lei e fornecimento de alimentação inadequada são algumas das irregularidades apontadas por trabalhadores da maior rede de fast food do mundo.
Somente no Brasil, o McDonald´s tem mais de 600 lojas e emprega 34 mil funcionários, em sua maioria jovem de 16 a 24 anos.
As relações de trabalho impostas pelo McDonald´s são objetos de estudo de muitos pesquisadores. Do mesmo modo, pelas irregularidades recorrentes, a rede de fast food é alvo de diversas denúncias na Justiça do Trabalho.
Em São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis e Restaurantes de São Paulo (Sinthoresp), ao longo dos anos, tem denunciado as más condições a que são submetidos os funcionários do McDonald´s.
Recentemente, resultou em uma punição ao McDonald´s uma denúncia feita há quinze anos pelo sindicato ao Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região, em São Paulo. Trata-se de um acordo que, além de exigir o cumprimento de adequações trabalhistas, estabelece o pagamento de uma multa de R$ 13,2 milhões.
Desse valor, a rede de fast food deve destinar R$ 11,7 milhões ao financiamento de publicidade contra o trabalho infantil e à divulgação dos direitos da criança e do adolescente durante os próximos nove anos. Além disso, a rede deve doar R$ 1,5 milhão para o Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O compromisso foi firmado em outubro de 2010 e passou a valer em janeiro deste ano.
As investigações realizadas pelo MPT a partir da denúncia do Sinthoresp confirmaram as seguintes irregularidades: não emissão dos Comunicados de Acidente de Trabalho (CAT); falta de efetividade na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes; licenças sanitárias e de funcionamento vencidas ou sem prazo de validade, prorrogação da jornada de trabalho além das duas horas extras diárias permitidas por lei, ausência do período mínimo de 11 horas de descanso entre duas jornadas e o cumprimento de toda a jornada de trabalho em pé, sem um local para repouso.
O MPT também apontou irregularidades na alimentação fornecida aos trabalhadores: apesar de oferecer um cardápio com variadas opções, o laudo da prefeitura de São Paulo reprovou as refeições baseadas exclusivamente em produtos da própria empresa por não atender às necessidades nutricionais diárias. Em relação à alimentação, o McDonald´s chegou a ser condenado, em outubro de 2010, pela Justiça do Rio Grande do Sul a indenizar em R$ 30 mil um ex-gerente que, após trabalhar 12 anos e se alimentar diariamente com os lanches fornecidos pela rede de fast food, engordou 30 quilos. (A reportagem completa você lê na edição impressa número 417 do jornal Brasil de Fato).

domingo, 1 de agosto de 2010

2ª etapa da Escola de Agentes Populares da Juventude

A 2ª etapa da EAPJ aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de julho em Irati.

Na sexta-feira iniciamos as atividades com uma mística na qual refletimos as causas dos dois projetos que estão presentes em nossa sociedade hoje: projeto de vida (anúncios) X projeto de morte (denúncias). E em seguida fizemos uma conversa sobre o Plebiscito Popular do Limite da Propriedade da Terra, baseados em uma apresentação de teatro, vídeo e cartilha do Plebiscito.

No sábado, o tema trabalhado foi Espiritualidade, na qual teve como assessoria Rodrigo Souza do Projeto Brasil Local/Avesol e Recid-PR. Através de vídeos e trabalhos em grupo foi refletido a mística e espiritualidade ecumênica e sua essência para o trabalho coletivo, e para encerrar o dia foi realizado a caminhada dos lutadores e lutadoras do povo.

E no domingo, o tema foi afetividade, com a assessoria da Mara, na qual participa do Projeto Rede da Vida e da Recid-PR. Através de muitas dinâmicas refletimos a afetividade no nosso dia-a-dia e no trabalho em grupo.

Após o almoço também tivemos uma apresentação cultural do grupo de violão do bairro Vila Nova, na qual fazem parte do Projeto “Juventude da Comunidade Gera Nova Sociedade”.

Nesta etapa, contamos com a presença de quatro companheiros de grupos e projetos de Curitiba e que descreveram sua participação através do texto abaixo:


IR A TI, PARA NA SOLIDARIEDADE, VENCER DOR E MEDOS:

Na fria tarde do dia 24 de Julho de 2010, chegamos a cidade de Irati, no Paraná. Lucimara Camargo (a Mara), educadora Popular das CEBs-Pr e da RECID-Pr e coordenadora do Projeto Rede da Vida em Curitiba; A Salete Bagolin, também das CEBs-Pr e da direção do CEFÚRIA; e a Francisca Santiago da Pastoral da Criança e atual Conselheira Tutelar na Regional Boqueirão em Curitiba; e eu João Santiago Poeta e Militante, educador popular das CEBs-Pr e Coordenador Nacional da RECID-Pr.

Chegamos e fomos calorosamente acolhidos (as) na Escola Municipal Tancredo Martins, onde já acontecia a atividade com quarenta e cinco jovens e podemos presenciar uma bela apresentação do grupo que trabalhava o tema: Espiritualidade e Afetividade.

Em Irati tem um belo trabalho organizado em torno da Associação CORAJEM, Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Ecumênica e Missionária. Cristiane, atual presidente, é exemplo do que é a CORAJEM. Cristiane é uma liderança no meio da juventude de Irati.

Assim como sua irmã Laís, segunda secretária da Associação coordena e lidera importantes processos de emancipação e protagonismo da juventude, a partir da Educação Popular e da Economia Solidária. É significativo o fato de as duas lideranças serem fruto de uma realidade que permanece válida, apesar de muitas vezes ignorada.

Jovens evangelizando jovens. Jovens forjando jovens na luta pelo mundo menos feio com o qual Paulo Freire sonhou. Pois a CORAJEM é herdeira das CEBs e do CEBI, trabalha com a leitura popular e orante da bíblia e tem forte inserção na Igreja.

Na noite do sábado, dia 24, em que chegamos, após a acolhida e a apresentação citada acima, um difícil banho naquele frio e o jantar, houve uma importante celebração cultural.

Todos (as) saímos do salão, cada um (a) com uma vela acesa na mão e cantando o hino Wandré. “Para não dizer que não falei das flores”. Quando essa música foi composta se tornando o hino da abertura democrática, e eu a ouvia e a cantava, juntamente com meus irmãos e outros companheiros, em São Paulo, enquanto os helicópteros militares sobrevoavam o estádio da Vila Euclides no ABC paulista, nenhum daqueles jovens tinham, se quer, nascido. Mas, simbolicamente, aquela música dizia algo muito nosso. Das duas gerações ali representadas. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”. Este era o clima no grupo de jovens de Irati e região, sob a coordenação da CORAJEM.

A primeira parada da marcha foi para homenagear Zumbi dos Palmares, líder da libertação dos negros no quilombo dos Palmares; na segunda estação de nossa procissão fizemos memória de Margarida Alves, Mulher nordestina, trabalhadora rural, morta vítima de da violência do latifúndio e do machismo; na terceira parada saudamos Chico Mendes, sindicalista e líder dos siringueiros do Acre, covardemente assassinado na frente de sua casa em Xapuri, cidade onde nasceu no dia 22 de Dezembro de 1988; na quarta parada lembramos Irmã Doroti Stang, religiosa norte-americana, morta por fazendeiros no município de Anapu-Pará no dia 12 de Fevereiro de 2005; na quinta estação de nossa via sacra, celebramos a vida e a memória de Ernesto Rafael Guevara, o CHE, guerrilheiro e revolucionário argentino, mártir latino-americano, também morto por lutar pela libertação dos povos latino-americanos, no dia 09 de Outubro de 1967, executado pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya; Nossa última parasda, naquela noite fria, mas cheia calor jovem, foi para uma reflexao sobre o mestre Paulo Freire. O andarilho da esperança e da utopia, que nos deixou um legado de esperança, regado pelo diálogo com nossa espécie.

A cada parada a jovem e liderança da CORAJEM, Laís, fazia a leitura de um breve texto sobre cada personagem. Tambem cantavamos uma música que nos lembrava a caminhada e a luta do povo brasileiro e latino-americano por sua libertação. Assim, cantamos, além do hino de Wandré, Maria, Maria; Terre, planeta água; Comandante Guevara; Sem medo de ser mulher; Eu só peço a Deus. Foi muito lindo ver aqueles (as) jovens, marchando na procissão em homengam aos mártires do povo.

No Domigo às 08h30 quando nos reunimos denovo no salão para a oficina sobre afetividade, cuja responsabilidade se acessorat era de Mara, já estávamos em casa. A juventude de Irati é sem dúvida uma importante referência para toda a juventude brasileira. Os coordenadores deste processo em Irati, Rodrigo Luiz de Taís Denhuque, certamente semtem-se desafiados a manter este projeto. Por isso, fazem mil malabarismos para garantir sua sustentabilidade. Parceiras locais, com prefeituras e secretarias, parceria com a RECIS-Pr, com o Programa Brasil Local, Secrtaria Nacional de Economia Solidária, etc. O próprio espaço, uma escola municipal, que estaria ociosa naquele final de semana, ou periodo de férias é um exemplo a ser seguido. O cuidado que o grupo tem na preservação do patrimônio também constitui-se importante elemento pedagógico de reflexão e aprendizado.

É uma verdadeira escola de cidadania, de conscientização e de profecia. Escola de solidariedade. É assim qu desconstuimos os mitos de dominação e os medos implócotos na pedagogia da dominação. É assim que derrunamos por terra os preconceitos contra a juventude e formamos uma nova geração. Parabens a todos (as) das comunidades de Irati e região. Todos e todas que, mesmo nao tendo o nome citado, têm a mesma importância e os mesmos méritos. É assim que sonhamos em mutirão e continuamos dizendo que é importante sonhar. E, como dizemos na RECID, “ o povo que ousa somhar, comstrói um Brasil popular”.

Curitiba, 26 de Julho de 2010.

João Santiago – Teólogo, Poeta e Militante.

poesiaemilitancia@yahoo.com.br

htpp://poetaemilitante.blog.terra.com.br

1ª etapa da Escola de Agentes Populares da Juventude

A EAPJ 2010 – Escola de Agentes Populares da Juventude teve início neste ano com a 1ª etapa que aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de junho em Irati. No dia 25 à noite, aconteceu a mística de abertura da EAPJ 2010 e entrega de certificados da 1ª turma de 2009.
E nos dias 26 e 27, com o tema: “História do povo brasileiro e Educação Popular”, trocamos muitas experiências e conhecimentos com a metodologia freireana através de debates, vídeos, rabalhos em grupo, místicas, dinâmicas e estudos. Esta etapa foi organizada por Gisele Carneiro que atua como educadora popular no CEFÚRIA e Rede de Educação Cidadã-PR.
Neste ano a EAPJ é formada por uma grupo bem diversificado de aproximadamente 50 pessoas, entre as quais é constituída por adolescentes, jovens e adultos, os quais a maioria já atua em Grupos de: Cultura, Jovens, Grêmios; Movimentos Populares de: Juventude, MST; Associações da Economia Solidária: Mulheres, Artesãos, Agricultores, Moradores, sendo representadas pelos seguintes municípios da região: Irati, Fernandes Pinheiro, Guarapuava, Mallet, Rebouças, Inácio Martins e Ponta Grossa.
No dia 25 à noite, contamos com a participação do Dr. Rosinha, o qual estava visitando a região e participou da abertura da EAPJ e abaixo escreveu um texto dedicado à Associação CORAJEM:


COLUNA 29.jun.2010

'CORAJEM'

Sim, é "CORAJEM", com a letra "jota" mesmo. É que não falo de qualquer coragem, falo da Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Missionária de Irati, cuja sigla é "Corajem". Trata-se de uma ONG que trabalha na organização e formação de grupos populares com comunidades, a partir do protagonismo de adolescentes, jovens, mulheres e famílias.

A Corajem tem, entre suas atividades, a formação e conscientização, através de uma "Escolinha Comunitária de Educação Popular".

Na semana passada, participei da solenidade de entrega do certificado de conclusão do curso da primeira turma da escolinha, que coincidiu com o início das atividades da segunda turma. Atento, acompanhei o desempenho e a alegria dos jovens, cerca de 40. Uns tímidos. Outros, mais soltos. A maioria —e também as mais atuantes — eram as garotas.

Na entrega do certificado, cada um ou cada uma falava o que estava sentindo, a importância da escolinha e o que ela pode contribuir para a sua vida. Maravilhoso. Em poucas palavras, demonstravam a preocupação que vivem e o que esperam contribuir. Todos falaram de sonhos, caminhos a trilhar, mundos a construir, ser alguém, enfim —do jeito que está, não dá.

Ao final, os que assistiam à solenidade foram convidados, se quisessem, a falar. Eu, que assisti a tudo calado e com certa emoção, resolvi me manifestar. A emoção se devia à quantidade de jovens, principalmente garotas, militando na ONG e falando do futuro e do caminho a construir. Resolvi falar sobre o que tinha vivenciado naquele momento e que entendia que tudo aquilo eram presentes. Ganhei vários presentes.

Um presente foi assistir tantos jovens juntos e preocupados, não só com o próprio mundo, mas com a humanidade. Preocupados em ser alguém, e não em ter objetos. Isto ficou explícito no breve pronunciamento de cada um.

Não poderia deixar de ser presente a própria direção da Corajem. Não perguntei a idade de nenhum e de nenhuma dos dirigentes da ONG, mas é possível observar que a maioria não tem mais de 23 anos de idade e, mais importante, a maioria são meninas. Que belo presente: jovens dirigentes de uma entidade preocupada com a política.

Presente enorme foi ouvir da boca de um desses jovens que ele é marxista-comunista. Que coragem um jovem se declarar em público comunista e estudante de Marx. Quando muitos querem a extinção “dessa raça”, vem um jovem e confessa: “Sou comunista”.

Ganhei do jovem comunista, além da confissão de sua ideologia, dois outros presentes: um CD e um amigo. O Maygon, este é seu nome, faz parte de uma banda, “Escultores de Alento”. Ele é músico e letrista/poeta da banda. Presenteou-me com um CD e uma dedicatória: Ao amigo e inspirador Rosinha, com grande abraço. Entrego a ele também a minha amizade.

Ao final de cada dia sou outro homem. Não sou o mesmo que iniciou o dia. Naquele dia, ao encontrar a turma da Corajem, acrescentei na minha vida mais saber e certeza. A certeza de que mundo, no que depender desses jovens, será melhor.

São muitos os passos a percorrer, muitas estradas e caminhos. Eles sabem disso, tanto que se organizam para não caminhar só. Buscam coletivamente construir um caminho próprio, pelo menos foi o que entendi dos breves discursos do formando da escolinha.

Esses breves discursos levaram-me ao poeta espanhol Antonio Machado, com seu “Caminante, no hay camino” e declamei para eles: Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. / Al andar se hace el camino … .

O pessoal da Corajem sabe que não há caminho e que o mesmo tem que ser construído, por isso a escolinha de formação que chamei no meu pronunciamento de “pré-escola”. A pré-escola da política.

Por falar em política, neste ano teremos eleições. E, como mais uma vez concorrerei a deputado federal, ainda que a legislação eleitoral não obrigue, voluntariamente e por questão ética decido me afastar —temporariamente—, desta coluna e de vocês, caros leitores e leitoras.

Não sei se alguém sentirá falta. Mas eu sentirei falta de vocês. Alguns e algumas podem estar duvidando, mas é verdade. Estarei de volta em outubro.

Fonte:

Texto escrito por Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e foi publicado no Jornal onde ele tem um espaço semanal.

www.drrosinha.com.br | twitter.com/DrRosinha

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