domingo, 1 de agosto de 2010

2ª etapa da Escola de Agentes Populares da Juventude

A 2ª etapa da EAPJ aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de julho em Irati.

Na sexta-feira iniciamos as atividades com uma mística na qual refletimos as causas dos dois projetos que estão presentes em nossa sociedade hoje: projeto de vida (anúncios) X projeto de morte (denúncias). E em seguida fizemos uma conversa sobre o Plebiscito Popular do Limite da Propriedade da Terra, baseados em uma apresentação de teatro, vídeo e cartilha do Plebiscito.

No sábado, o tema trabalhado foi Espiritualidade, na qual teve como assessoria Rodrigo Souza do Projeto Brasil Local/Avesol e Recid-PR. Através de vídeos e trabalhos em grupo foi refletido a mística e espiritualidade ecumênica e sua essência para o trabalho coletivo, e para encerrar o dia foi realizado a caminhada dos lutadores e lutadoras do povo.

E no domingo, o tema foi afetividade, com a assessoria da Mara, na qual participa do Projeto Rede da Vida e da Recid-PR. Através de muitas dinâmicas refletimos a afetividade no nosso dia-a-dia e no trabalho em grupo.

Após o almoço também tivemos uma apresentação cultural do grupo de violão do bairro Vila Nova, na qual fazem parte do Projeto “Juventude da Comunidade Gera Nova Sociedade”.

Nesta etapa, contamos com a presença de quatro companheiros de grupos e projetos de Curitiba e que descreveram sua participação através do texto abaixo:


IR A TI, PARA NA SOLIDARIEDADE, VENCER DOR E MEDOS:

Na fria tarde do dia 24 de Julho de 2010, chegamos a cidade de Irati, no Paraná. Lucimara Camargo (a Mara), educadora Popular das CEBs-Pr e da RECID-Pr e coordenadora do Projeto Rede da Vida em Curitiba; A Salete Bagolin, também das CEBs-Pr e da direção do CEFÚRIA; e a Francisca Santiago da Pastoral da Criança e atual Conselheira Tutelar na Regional Boqueirão em Curitiba; e eu João Santiago Poeta e Militante, educador popular das CEBs-Pr e Coordenador Nacional da RECID-Pr.

Chegamos e fomos calorosamente acolhidos (as) na Escola Municipal Tancredo Martins, onde já acontecia a atividade com quarenta e cinco jovens e podemos presenciar uma bela apresentação do grupo que trabalhava o tema: Espiritualidade e Afetividade.

Em Irati tem um belo trabalho organizado em torno da Associação CORAJEM, Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Ecumênica e Missionária. Cristiane, atual presidente, é exemplo do que é a CORAJEM. Cristiane é uma liderança no meio da juventude de Irati.

Assim como sua irmã Laís, segunda secretária da Associação coordena e lidera importantes processos de emancipação e protagonismo da juventude, a partir da Educação Popular e da Economia Solidária. É significativo o fato de as duas lideranças serem fruto de uma realidade que permanece válida, apesar de muitas vezes ignorada.

Jovens evangelizando jovens. Jovens forjando jovens na luta pelo mundo menos feio com o qual Paulo Freire sonhou. Pois a CORAJEM é herdeira das CEBs e do CEBI, trabalha com a leitura popular e orante da bíblia e tem forte inserção na Igreja.

Na noite do sábado, dia 24, em que chegamos, após a acolhida e a apresentação citada acima, um difícil banho naquele frio e o jantar, houve uma importante celebração cultural.

Todos (as) saímos do salão, cada um (a) com uma vela acesa na mão e cantando o hino Wandré. “Para não dizer que não falei das flores”. Quando essa música foi composta se tornando o hino da abertura democrática, e eu a ouvia e a cantava, juntamente com meus irmãos e outros companheiros, em São Paulo, enquanto os helicópteros militares sobrevoavam o estádio da Vila Euclides no ABC paulista, nenhum daqueles jovens tinham, se quer, nascido. Mas, simbolicamente, aquela música dizia algo muito nosso. Das duas gerações ali representadas. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”. Este era o clima no grupo de jovens de Irati e região, sob a coordenação da CORAJEM.

A primeira parada da marcha foi para homenagear Zumbi dos Palmares, líder da libertação dos negros no quilombo dos Palmares; na segunda estação de nossa procissão fizemos memória de Margarida Alves, Mulher nordestina, trabalhadora rural, morta vítima de da violência do latifúndio e do machismo; na terceira parada saudamos Chico Mendes, sindicalista e líder dos siringueiros do Acre, covardemente assassinado na frente de sua casa em Xapuri, cidade onde nasceu no dia 22 de Dezembro de 1988; na quarta parada lembramos Irmã Doroti Stang, religiosa norte-americana, morta por fazendeiros no município de Anapu-Pará no dia 12 de Fevereiro de 2005; na quinta estação de nossa via sacra, celebramos a vida e a memória de Ernesto Rafael Guevara, o CHE, guerrilheiro e revolucionário argentino, mártir latino-americano, também morto por lutar pela libertação dos povos latino-americanos, no dia 09 de Outubro de 1967, executado pelo soldado boliviano Mário Terán, a mando do Coronel Zenteno Anaya; Nossa última parasda, naquela noite fria, mas cheia calor jovem, foi para uma reflexao sobre o mestre Paulo Freire. O andarilho da esperança e da utopia, que nos deixou um legado de esperança, regado pelo diálogo com nossa espécie.

A cada parada a jovem e liderança da CORAJEM, Laís, fazia a leitura de um breve texto sobre cada personagem. Tambem cantavamos uma música que nos lembrava a caminhada e a luta do povo brasileiro e latino-americano por sua libertação. Assim, cantamos, além do hino de Wandré, Maria, Maria; Terre, planeta água; Comandante Guevara; Sem medo de ser mulher; Eu só peço a Deus. Foi muito lindo ver aqueles (as) jovens, marchando na procissão em homengam aos mártires do povo.

No Domigo às 08h30 quando nos reunimos denovo no salão para a oficina sobre afetividade, cuja responsabilidade se acessorat era de Mara, já estávamos em casa. A juventude de Irati é sem dúvida uma importante referência para toda a juventude brasileira. Os coordenadores deste processo em Irati, Rodrigo Luiz de Taís Denhuque, certamente semtem-se desafiados a manter este projeto. Por isso, fazem mil malabarismos para garantir sua sustentabilidade. Parceiras locais, com prefeituras e secretarias, parceria com a RECIS-Pr, com o Programa Brasil Local, Secrtaria Nacional de Economia Solidária, etc. O próprio espaço, uma escola municipal, que estaria ociosa naquele final de semana, ou periodo de férias é um exemplo a ser seguido. O cuidado que o grupo tem na preservação do patrimônio também constitui-se importante elemento pedagógico de reflexão e aprendizado.

É uma verdadeira escola de cidadania, de conscientização e de profecia. Escola de solidariedade. É assim qu desconstuimos os mitos de dominação e os medos implócotos na pedagogia da dominação. É assim que derrunamos por terra os preconceitos contra a juventude e formamos uma nova geração. Parabens a todos (as) das comunidades de Irati e região. Todos e todas que, mesmo nao tendo o nome citado, têm a mesma importância e os mesmos méritos. É assim que sonhamos em mutirão e continuamos dizendo que é importante sonhar. E, como dizemos na RECID, “ o povo que ousa somhar, comstrói um Brasil popular”.

Curitiba, 26 de Julho de 2010.

João Santiago – Teólogo, Poeta e Militante.

poesiaemilitancia@yahoo.com.br

htpp://poetaemilitante.blog.terra.com.br

1ª etapa da Escola de Agentes Populares da Juventude

A EAPJ 2010 – Escola de Agentes Populares da Juventude teve início neste ano com a 1ª etapa que aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de junho em Irati. No dia 25 à noite, aconteceu a mística de abertura da EAPJ 2010 e entrega de certificados da 1ª turma de 2009.
E nos dias 26 e 27, com o tema: “História do povo brasileiro e Educação Popular”, trocamos muitas experiências e conhecimentos com a metodologia freireana através de debates, vídeos, rabalhos em grupo, místicas, dinâmicas e estudos. Esta etapa foi organizada por Gisele Carneiro que atua como educadora popular no CEFÚRIA e Rede de Educação Cidadã-PR.
Neste ano a EAPJ é formada por uma grupo bem diversificado de aproximadamente 50 pessoas, entre as quais é constituída por adolescentes, jovens e adultos, os quais a maioria já atua em Grupos de: Cultura, Jovens, Grêmios; Movimentos Populares de: Juventude, MST; Associações da Economia Solidária: Mulheres, Artesãos, Agricultores, Moradores, sendo representadas pelos seguintes municípios da região: Irati, Fernandes Pinheiro, Guarapuava, Mallet, Rebouças, Inácio Martins e Ponta Grossa.
No dia 25 à noite, contamos com a participação do Dr. Rosinha, o qual estava visitando a região e participou da abertura da EAPJ e abaixo escreveu um texto dedicado à Associação CORAJEM:


COLUNA 29.jun.2010

'CORAJEM'

Sim, é "CORAJEM", com a letra "jota" mesmo. É que não falo de qualquer coragem, falo da Comissão Organizadora da Adolescência e Juventude Missionária de Irati, cuja sigla é "Corajem". Trata-se de uma ONG que trabalha na organização e formação de grupos populares com comunidades, a partir do protagonismo de adolescentes, jovens, mulheres e famílias.

A Corajem tem, entre suas atividades, a formação e conscientização, através de uma "Escolinha Comunitária de Educação Popular".

Na semana passada, participei da solenidade de entrega do certificado de conclusão do curso da primeira turma da escolinha, que coincidiu com o início das atividades da segunda turma. Atento, acompanhei o desempenho e a alegria dos jovens, cerca de 40. Uns tímidos. Outros, mais soltos. A maioria —e também as mais atuantes — eram as garotas.

Na entrega do certificado, cada um ou cada uma falava o que estava sentindo, a importância da escolinha e o que ela pode contribuir para a sua vida. Maravilhoso. Em poucas palavras, demonstravam a preocupação que vivem e o que esperam contribuir. Todos falaram de sonhos, caminhos a trilhar, mundos a construir, ser alguém, enfim —do jeito que está, não dá.

Ao final, os que assistiam à solenidade foram convidados, se quisessem, a falar. Eu, que assisti a tudo calado e com certa emoção, resolvi me manifestar. A emoção se devia à quantidade de jovens, principalmente garotas, militando na ONG e falando do futuro e do caminho a construir. Resolvi falar sobre o que tinha vivenciado naquele momento e que entendia que tudo aquilo eram presentes. Ganhei vários presentes.

Um presente foi assistir tantos jovens juntos e preocupados, não só com o próprio mundo, mas com a humanidade. Preocupados em ser alguém, e não em ter objetos. Isto ficou explícito no breve pronunciamento de cada um.

Não poderia deixar de ser presente a própria direção da Corajem. Não perguntei a idade de nenhum e de nenhuma dos dirigentes da ONG, mas é possível observar que a maioria não tem mais de 23 anos de idade e, mais importante, a maioria são meninas. Que belo presente: jovens dirigentes de uma entidade preocupada com a política.

Presente enorme foi ouvir da boca de um desses jovens que ele é marxista-comunista. Que coragem um jovem se declarar em público comunista e estudante de Marx. Quando muitos querem a extinção “dessa raça”, vem um jovem e confessa: “Sou comunista”.

Ganhei do jovem comunista, além da confissão de sua ideologia, dois outros presentes: um CD e um amigo. O Maygon, este é seu nome, faz parte de uma banda, “Escultores de Alento”. Ele é músico e letrista/poeta da banda. Presenteou-me com um CD e uma dedicatória: Ao amigo e inspirador Rosinha, com grande abraço. Entrego a ele também a minha amizade.

Ao final de cada dia sou outro homem. Não sou o mesmo que iniciou o dia. Naquele dia, ao encontrar a turma da Corajem, acrescentei na minha vida mais saber e certeza. A certeza de que mundo, no que depender desses jovens, será melhor.

São muitos os passos a percorrer, muitas estradas e caminhos. Eles sabem disso, tanto que se organizam para não caminhar só. Buscam coletivamente construir um caminho próprio, pelo menos foi o que entendi dos breves discursos do formando da escolinha.

Esses breves discursos levaram-me ao poeta espanhol Antonio Machado, com seu “Caminante, no hay camino” e declamei para eles: Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. / Al andar se hace el camino … .

O pessoal da Corajem sabe que não há caminho e que o mesmo tem que ser construído, por isso a escolinha de formação que chamei no meu pronunciamento de “pré-escola”. A pré-escola da política.

Por falar em política, neste ano teremos eleições. E, como mais uma vez concorrerei a deputado federal, ainda que a legislação eleitoral não obrigue, voluntariamente e por questão ética decido me afastar —temporariamente—, desta coluna e de vocês, caros leitores e leitoras.

Não sei se alguém sentirá falta. Mas eu sentirei falta de vocês. Alguns e algumas podem estar duvidando, mas é verdade. Estarei de volta em outubro.

Fonte:

Texto escrito por Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e foi publicado no Jornal onde ele tem um espaço semanal.

www.drrosinha.com.br | twitter.com/DrRosinha

Blog da Economia Solidária do Paraná/BRASIL LOCAL


Companheiras/os da Economia Solidária,
É com grande alegria que queremos anunciar o novo espaço de comunicação popular do Paraná, é o Blog da Economia Solidária do Paraná/BRASIL LOCAL, confira o endereço abaixo:

http://ecosolparana.blogspot.com

Queremos convocar os grupos, associações, empreendimentos, entidades de apoio de Ecosol e à todas as pessoas interessadas a contribuir na construção e divulgação deste espaço.
Envie suas notícias, propostas e espalhe para seus contatos o endereço acima.
Mais informações acesse o blog!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Fundo Ecumênico de Solidariedade aprova projeto da Associação CORAJEM

Conselho gestor do Fundo Ecumênico de Solidariedade (FES) - da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 realiza a primeira reunião de análise de projetos.

Foi divulgada no dia 24 de junho a lista dos projetos aprovados pelo Comitê Gestor - que esteve reunido no dia 17 de junho, em Brasilia (DF). Os projetos aprovados atenderam os critérios e prioridades determinados pelo FES.

Projetos aprovados:


1. Economia a serviço da vida e dos direitos dos imigrantes
Associação Grito dos Excluídos Continental, São Bernardo do Campo (SP)

2. Mulheres camponesas economia e produção de alimentos saudáveis
Associação Nacional de Mulheres Camponesas, Passo Fundo (RS)

3. Tecendo histórias de vida
Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor/Projeto Força Feminina, Salvador (BA)

4. Formação pedagógica inicial para monitores das escolas Famílias Agrícolas
União das Associações das Escolas Famílias Agrícolas, Bacabal (MA)

5. Casa de Farinha Povo Tapuia
Conselho Indigenista Missionário (Regional Goiás-Tocantins), Palmas (TO)

6. Agricultura orgânica sim, drogas não
Cáritas Diocesana de Palmares/Escola de Integração Social de Palmas, Palmas (PR)

7. Comunicação a serviço da vida: programa Vozes da Amazônia na promoção dos Direitos Humanos
Porto Velho Instituto Madeira Vivo, Porto Velho (RO)

8. Oficina de artesanato do sabão caseiro derivados do babaçu
Diocese de Coroatá, Codô (MA)

9. Camponês em defesa dos direitos negados
Diocese de Coroatá – Comissão Pastoral da Terra, Coroatá (MA)

10. Capacitando para gerar uma economia que favorece a vida
Diocese de Bacabal, Bacabal (MA)

11. Homens e mulheres e natureza vivendo em harmonia
Associação dos Artesãos do município de Caracaraí, Caracaraí (RR)

12. Cristãos e cristãs a serviço da vida
Prelazia do Xingu – Paróquia Imaculada Mãe dos Pobres, Medicilândia (PA)

13. Fortalecendo as pastorais sociais em favor da vida
Ação Social Diocesana de Santa Cruz do Sul – ASDISC, Santa Cruz do Sul (RS)

14. Semeando para crescer
Associação dos Pequenos Produtores Rurais São Martinho da Mangueira, Januária (MG)

15. Formação, assessoria e consultoria para empreendimentos econômicos solidários: Uma estratégia para o desenvolvimento local e solidário
Associação de Promoção Humana e Resgate da Cidadania, São Bernardo do Campo (SP)

16. Amparo a grupos gerando renda e qualidade de vida
Cáritas Diocesana de Balsas, Balsas (MA)

17. Curso de inverno para jovens 2010 – formação de lideranças e economia solidária
Instituto de Pastoral da Juventude – LESTE II, Belo Horizonte (MG)

18. Fortalecendo o exercício da cidadania na Diocese de Viana
Cáritas Diocesana de Viana, Buriticupu (MA)

19. Quintais agroecológicos
Cáritas Diocesana de Goiás, Goiás (GO)

20. Formação técnica e agroecológica para jovens e famílias do meio rural de Uirapuru e região
Associação Mantenedora da Escola Família Agrícola de Uirapuru, Uirapuru (GO)

21. Pedaço de chão certeza do amanhã
Obras Sociais da Paróquia São Pedro Concórdia do Pará (PA)

22. Formação e mobilização para conquista e efetivação de direitos econômicos, culturais e sociais
CNBB – Comissão Brasileira Justiça e Paz, Brasília (DF)

23. Mobilização e articulação para o plebiscito popular por um limite da propriedade da terra no Brasil
Cáritas Brasileira (Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo), Brasília (DF)

24. Fortalecimento da Economia Solidária Indígena – Kaingang e Guarani na região Sul
Conselho de Missão entre Índios – COMIN, São Leopoldo (RS)

25. Jornada Ecumênica: Ecumenismo, Ecologia, Economia e Vida
Fórum Ecumênico Brasil, Rio de Janeiro (RJ)

26. Valorizando a organização dos grupos comunitários articulados à Rede Fitovida
Associação Amigos da Rede Fitovida, Belford Roxo (RJ)

27. Juventude da comunidade gera nova sociedade
Associação CORAJEM, Irati (PR)

28. Cooperbom em busca de uma vida digna
Cooperativa Mista de Trabalho e Produção Bom Samaritano Ltda, Viamão (RS)

29. Mulheres superando a exclusão e violências com pão e solidariedade
Comunidade Evangélica de Porto Alegre, Porto Alegre (RS)

30. Formação e acompanhamento para famílias agricultoras da Associação dos Produtores de Arroz Ecológico do Assentamento Filhos de Sepé
Associação dos Produtores de Arroz Ecológico do Assentamento Filhos de Sepé – Apaeco, Viamão (RS)

31. Comercialização de produtos agroecológicos no Assentamento Ander Rodolfo Henrique como estratégia de inserção no mercado institucional
Cooperativa Camponesa, Diamante do Oeste (PR)

32. Produzindo redes solidárias
Associação Costurando Com Arte – Copearte, Porto Alegre (RS)

33. Animação da coleta da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 e implementação do Fundo Ecumênico de Solidariedade
Cáritas Brasileira, Brasília (DF)

Fonte: www.fld.com.br


ENTREVISTA - Gilberto Portes fala sobre o Plebiscito pelo
Limite da Terra


Entre os dias 1º e 7 de setembro, brasileiros e brasileiras terão a oportunidade de expressar a opinião sobre o limite da propriedade de terra no país através de um Plebiscito Popular. Antes de ser uma consulta, o Plebiscito pretende ser parte de um processo de debate sobre a questão da concentração de terras no Brasil. Isso é o que apresenta Gilberto Portes, coordenador do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), em entrevista à ADITAL.
Portes destaca que a concentração de terras no país é uma questão estrutural que tem suas origens no período colonial. "Desde as sesmarias até hoje esta estrutura fundiária não foi alterada", afirma. Para isso, a ideia do Plebiscito é propor ao Legislativo a inclusão de um inciso na Constituição Federal que limite a propriedade em 35 módulos fiscais. Ademais, a Campanha pelo Limite da Propriedade de Terra pretende pautar a reforma agrária na agenda política e social.
O ano também não poderia ser melhor. A consulta popular acontece justamente um mês antes das eleições, oportunidade que afirma que não deixará passar em branco. "Precisamos colocar este debate a agenda destes candidatos", comenta. Confira, a seguir, a entrevista completa que o advogado e coordenador do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo concedeu, por e-mail, à ADITAL.

Adital - Em setembro ocorre o Plebiscito sobre o limite de propriedade de terra. Essa não é primeira vez que a população tem a chance de emitir sua opinião (basta lembrar consultas anteriores, como Alca, Dívida externa e Vale). O que Consultas como essas significam para o País?
Gilberto Portes - É importante destacar que todas as consultas ou plebiscitos realizados em nosso país têm um caráter simbólico de pressão e têm dado muito resultado político para a sociedade brasileira. No caso deste, do limite da propriedade da terra, há uma grande diferença. Neste estamos tratando de uma questão de caráter estrutural da qual suas raízes persistem a de mais de 500 anos. O latifúndio em nosso país e sua relação se dá em todas as esferas do poder e na própria sociedade.
Então o debate da temática, o processo de conscientização da sociedade é mais difícil que os outros porque este plebiscito é resultado de um processo, de uma campanha que não esgotará na Semana da Pátria em setembro. Por isso que a importância deste plebiscito é muito grande para o país, ele resgata todo um debate de projeto popular baseado em outros princípios e objetivos da qual as entidades se lançaram para uma construção que está sendo feita de baixo para cima, compreendendo que não basta você fazer lutas pontuais ou jornadas para melhorar as condições de vida do povo, mas é necessário você ir à raiz do problema, matar o "câncer" pela raiz que o latifúndio e suas ramificações representam.

Adital - O Plebiscito mexe numa questão central para a resolução de vários problemas brasileiros e acontece num momento importante, às vésperas de uma eleição presidencial. Há esperança de que esse tema possa ser tratado junto aos (às) candidatos (as)? De que forma este plebiscito pode reverberar nas campanhas?
Gilberto Portes - Sim! Esta é a nossa expectativa. Estamos trabalhando para isso e vamos, a partir das iniciativas concretas das entidades nos estados, envolver os candidatos/as no debate da Reforma Agrária por dois motivos fundamentais: um, a eleição faz parte da agenda da sociedade e de uma forma ou de outra as pessoas participam deste processo.
Segundo: se nós não mobilizar os temas de relevância de interesse da sociedade fica em um plano secundário dos candidatos/as. Veja qual é o projeto de governo de cada candidato? Qual deles explícita a Reforma Agrária como elemento central para o desenvolvimento econômico e social de nosso país? Precisamos colocar este debate na agenda destes candidatos. Nas atividades/mobilizações concretas que faremos no mês de agosto simultaneamente em todos os estados e regiões do país vamos colocar este debate em pauta.

Adital - Entrar no quesito da Reforma Agrária é também observar que até agora, de fato, ela não aconteceu. Quais seriam os motivos para que a RA não fosse efetivada até então?
Gilberto Portes - Neste ponto reportamos a história do país. Veja as bases estruturais pela qual se deu a formação do estado brasileiro tanto no campo econômico/político e jurídico. Foi pela lógica do latifúndio, da propriedade privada, desde as sesmarias até hoje esta estrutura fundiária não foi alterada. Somente tivemos leis que colocam a propriedade da terra como um bem social, ou seja, sujeita uma função social no estatuto jurídico de nosso país. Foi com a publicação do Estatuto da Terra em 1964 que a mesma foi recepcionada em nossa Constituição de 1988. Porém, do ponto de vista das medidas para efetivar a reforma agrária, os sucessivos governos, incluindo o governo atual, não tiveram coragem de enfrentar esta realidade perversa e estabelecer limites ao latifúndio.
Com esta análise podemos destacar alguns motivos: a) O poder econômico/político e jurídico do país alicerçou-se com base no latifúndio na propriedade privada. b) O modelo agrícola de produção sempre esteve sob controle dos grandes proprietários de terra e empresas transnacionais, que exploram os trabalhadores agrícolas e têm o domínio sobre produção, comércio, insumos e sementes. Por fim, o desenvolvimento construído em nosso país foi pela espoliação. A colonização brasileira e todo o processo que a ela seguiu, até hoje, se assentam sobre a espoliação dos povos existentes e sobre a concentração da propriedade. Por outro lado, a luta pela sobrevivência dos que nela vivem testemunha uma batalha desigual entre os que idolatram a expansão patrimonial e os grupos sociais que vivem da terra e com ela convive.

Adital - Sabe-se que há uma forte pressão de ruralistas que tentam barrar ações que melhorem a distribuição de terras no país. Até que ponto essa movimentação é um entrave para certas conquistas na questão agrária?
Gilberto Portes - No Brasil, pelas suas próprias características históricas, sempre vai haver esta ofensiva do latifúndio para impedir as ações que venham ao encontro dos interesses da maioria do povo, porém é uma minoria atrasada que representa 1% da população no campo. Embora ela tenha seus laços com o núcleo central do poder, nós, a sociedade, somos a maioria e é este o desafio de irmos organizando e concretizando a sociedade de que sem democratização da terra não vai haver desenvolvimento com distribuição de riqueza e cidadania plena. E é neste contexto que nossa luta está sendo vitoriosa.

Adital - Dentro de todo esse contexto qual é a grande proposta apresentada pelo Plebiscito?
Gilberto Portes - Primeiro queremos inserir um inciso V no artigo 186 da Constituição Federal, estabelecendo que para cumprir a função social a propriedade rural terá um limite de 35 módulos fiscais, como forma de garantir a democratização do acesso à terra e a soberania territorial e alimentar.
Segundo, o plebiscito neste contexto, além de ser um processo pedagógico da qual a sociedade debate problemas de relevância nacional, que é o caso da concentração da terra, aproveitamos para colocar a reforma agrária no centro do debate político da sociedade e dos candidatos tanto a presidente da república como aos governos estaduais pelo fato de que se depender da vontade política dos principais candidatos a reforma agrária será ignorada como está sendo. Terceiro, com este processo de mobilização popular acreditamos que aprofundaremos politicamente nas organizações da qual coordenam o plebiscito uma maior unidade política para continuar lutando pelo fim do latifúndio.

Adital - As mobilizações pela campanha e plebiscito já acontecem em várias cidades brasileiras. Há como fazer uma avaliação de como estão estes preparativos, de como está o envolvimento dos (as) cidadãos (as)?
Gilberto Portes - Nossa avaliação é positiva. Realizamos uma plenária nacional agora em 15 a 17 de julho com 90 participantes de 26 estados que já têm comitês estaduais funcionando. Como o plebiscito não é uma iniciativa só do fórum da reforma agrária, mas também do grito dos excluídos, da Assembleia popular das igrejas (CNBB/CONIC), o envolvimento de todos e todas estes em um processo crescente. Acreditamos que até meados de agosto estaremos em todas as regiões do país já com os comitês de base preparados para a realização do plebiscito.

Fonte: Karol Assunção - Jornalista da Adital
www.adital.org.br


Assista o vídeo no site da Campanha:
www.limitedaterra.org.br


Moeda social começa a circular na comunidade de Faxinal dos Marmeleiros, município de Rebouças

Uma nova moeda entra em circulação na comunidade de Faxinal dos Marmeleiros, área rural de Rebouças, trata-se da ASMUC, uma moeda social criada pela associação de Mulheres do Marmeleiro.A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o ESCAMBO, simples troca de mercadoria por mercadoria.Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas e, aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as MOEDAS-MERCADORIAS.
Com o passar do tempo, as mercadorias tornaram-se inconvenientes às transações comerciais, em virtude da oscilação de seu valor, assim como pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.
Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas, anteriormente feitos de pedra. As primeiras moedas surgiram no século VII a.C. e foram criadas para facilitar a troca.
No caso da Moeda social da ASMUC não é diferente, ela serve para facilitar a troca dos produtos produzidos na panificadora comunitária. Funciona assim: as pessoas levam o material reciclado até a Panificadora, trocam pela moeda social "ASMUC" e com ela compram produtos na Panificadora.

Enfim, foi aprovada a PEC da Juventude

O Senado aprovou no dia 07 de julho, em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição 42/08, a "PEC da Juventude". A proposta inclui o termo juventude na Constituição. A pressão pela aprovação da medida foi coordenada pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e a medida é considerada tão histórica quanto a conquista do voto aos 16 anos.

A PEC da Juventude foi aprovada com 56 votos em primeiro turno. Em seguida, foram abertas e fechadas três sessões consecutivas e deu-se a votação em segundo turno. Foi então aprovada por unanimidade a proposta altera a denominação do capítulo VII do título VIII da Carta Constitucional para cuidar dos interesses da juventude. Esse capítulo, que trata atualmente dos interesses da família, da criança, do adolescente e do idoso, passa a incluir também o jovem, conforme a PEC. O próximo passo é a promulgação, feita pelos presidentes das duas Casas Legislativas que integram o Congresso Nacional: a Câmara e o Senado. Como se trata de Emenda Constitucional, não vai para sanção presidencial.
O presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Danilo Moreira, considera que esta vitória tem o sentido de consolidar as políticas públicas de juventude na agenda nacional, assegurando a melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras com idade entre 15 e 29 anos. "A PEC dá segurança jurídica ao tema, permitindo o avanço das políticas juvenis, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude, estabelecendo metas a serem cumpridas pela União, em parceria com estados e municípios e organizações juvenis nos próximos dez anos". O Plano Nacional de Juventude já existe, tendo sido elaborado na 1ª Conferência Nacional de Juventude, que mobilizou centenas de milhares de jovens em todo o Brasil.

Políticas de Estado
Com a aprovação da PEC a juventude passa a ser um segmento reconhecido pela Constituição e, portanto, passível de direitos específicos, como direitos civis. Para Yann, esta vitória deve servir para ajudar a enterrar o debate da redução da maioridade penal - em pauta no Congresso Nacional - e, por outro lado, avançar nas conquistas de direitos. "Precisamos de mais políticas que incentivem a participação do jovem na sociedade e que permita revelar os talentos da juventude, como são as Praças da Juventude ou mesmo o Projovem, que precisa ser uma política de Estado e não apenas de governo".
Augusto Chagas considera que a mobilização pela aprovação da PEC representou um salto de maturidade da atuação do Conjuve, composto por entidades de diversos segmentos, com variadas opiniões e formas de atuação. "O Conselho Nacional de Juventude conseguiu se consolidar como o principal articulador da mobilização nacional que resultou na aprovação da PEC da juventude", comemorou Augusto.

Fonte: http://www.oobservador.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

Associação CORAJEM esteve presente na II Conferência Nacional de Economia Solidária

Aproximadamente 2000 pessoas - entre entidades, redes, gestores públicos e empreendedores (as) - estiveram reunidas entre os dias 16 a 18 de junho, discutindo e traçando metas para o futuro da Economia Solidária no Brasil.
Tendo como tema: “Pelo direito de produzir e viver em cooperação de maneira sustentável”, aconteceu em Brasília a II CONAES.
Na mesa de abertura, tendo à frente o professor Paul Singer, referência em ES e Secretário Nacional de Economia Solidária (Senaes), o marco legal foi um dos pontos mais citados pelos conferencistas.
Em sua apresentação, Paul Singer falou que, neste II Encontro, o número de participantes dobrou, o que mostra o poder de organização crescente entre os movimentos que fazem a base da ES.
"As conferências são formas de participação popular. Estamos sujeitos às limitações da democracia representativa. Continuamos elegendo. Mas eles [os políticos] precisam ter relação viva e cálida com a população, verdadeiro ato de tudo o se realiza no país", afirmou Singer.

Números:
Os números mais recentes, divulgados pela Senaes indicam que, até 2007, foram cadastrados 21.859 empreendimentos solidários. O trabalho de mapeamento foi iniciado pela secretaria em 2005. Nos últimos anos, é evidente a organização do movimento centrado nos eixos das políticas públicas.
Foram realizadas 187 conferências regionais ou territoriais; 27 conferências estaduais; além de cinco conferências temáticas. No total, foram escolhidos 1,460 delegados (as) representando todos os estados brasileiros.

Resultados da Marcha Nacional para Lei de Economia Solidária:
Estratégia do FBES em apresentar o projeto de lei à Comissão de Legislação Participativa - CLP resultou em importante conquista: o compromisso dos parlamentares em realizar na Câmara dos Deputados um debate entre os candidatos à Presidência sobre o futuro da Economia Solidária no Brasil.
A marcha nacional realizada pelos delegados e delegadas da II CONAES, finalizou no Plenário III da Câmara dos Deputados, onde se debateu a Economia Solidária como aquela que aponta um outro projeto de Desenvolvimento para o Brasil. Na mesa de debate estava o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, representado por Daniel Tygel e Valdener Miranda, o Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, o Presidente da Frente Parlamentar de Economia Solidária, Deputado Eudes Xavier (PT-CE) e o Presidente da CLP, Deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo o Presidente da CLP, o Deputado Paulo Pimentel, a proposta de Projeto de Lei será ponto de pauta da Comissão, onde a sociedade civil é a autora do projeto. A CLP tem a especificidade de ser a única Comissão Legislativa em que uma entidade da sociedade civil pode pedir apreciação de um PL. Outra conquista do Movimento de Economia Solidária é o compromisso da CLP ter a Deputada Luiza Erundina(PSB-SP), uma parceira histórica do movimento, como relatora do PL que cria a Política Nacional de Economia Solidária.
Para garantir o debate com a sociedade, os Deputados Eudes Xavier e Paulo Pimenta se comprometeram em financiar a reprodução da Cartilha da Economia Solidária junto com o texto do PL. Esta estratégia deve permitir que o FBES possa realizar um amplo debate sobre a lei no país. Os deputados e deputadas presentes fizeram sugestões no sentido de que a Economia Solidária seja transversal a outros temas e leis, permitindo seu fortalecimento. Os parlamentares presentes se colocaram à disposição para contribuir nesta articulação. Além disso, houve proposta da Frente Parlamentar convocar audiência com a CNBB para que também assumam a proposta do PL, aproveitando a Campanha da Fraternidade.
Estiveram presentes no plenário Deputados Federais, Paulo Texeira (PT-), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Irine Lopes (PT-ES), Fátima Bezerra (PT-RN), Anselmo Abreu (PT-RO), Henrique Lopes (PPS-PR), Janete Pietá (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Zezeu Ribeiro (PT-DF), Rosinha (PT-PR), Miranda Barbosa (PT-SC) e Maurício Rands (PT-PE).

Calor da Marcha:
“Economia é todo dia. A nossa vida não é mercadoria.” Grito de força da Marcha.
A marcha mobilizou mais de 1.500 delegados e delegadas, começou às 17h30h, saindo das tendas no gramado central da Esplanada dos Ministério, onde está ocorrendo a II CONAES. O trajeto foi marcado pela manifestação das bandeiras de luta da Economia Solidária. A organização da caminhada foi um exemplo de autogestão, com a ausência de policiamento para organizar a marcha, o grupo se dividiu por estados e tirou uma comissão de segurança, que foi organizando o trânsito para a marcha seguir em frente.
E acompanhando e contribuindo com este processo, a Associação CORAJEM também foi eleita como entidade de apoio para estar representada na II CONAES.

Fonte: FBES – Fórum Brasileiro de Economia Solidária.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

É PRORROGADO O EDITAL DE AGENTES DO BRASIL LOCAL

Divulgamos que o Edital de contratação de Agentes de Desenvolvimento Local e Economia Solidária do Projeto BRASIL LOCAL foi prorrogado para o dia 02 de junho de 2010.

Os/as Interessados/as podem baixar o edital no link deste blog ou acessar www.avesol.org.br e obter mais informações.

Para quem quiser participar pode enviar curriculo para os seguintes endereços: avesol@avesol.org.br ou assessoria.avesol@avesol.org.br

Maiores informações com o Articulador estadual Rodrigo Souza no 42-9961-1907 ou com Carlos Mariucci no 51-9990-2760.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Escola de Agentes Populares da Juventude terá início em Junho


EAPJ 2010
Em 2009, aproximadamente 40 adolescentes, jovens e pessoas das comunidades de Irati e região participaram da 1ª turma da EAPJ - Escola de Agentes Populares da Juventude que foi realizada em Irati.
Neste ano a EAPJ terá 5 etapas, sendo uma etapa por mês e iniciando numa sexta com término no domingo. Todas as etapas serão realizadas em Irati, abaixo segue as datas e temas:
1ª etapa: 25, 26 e 27 de junho
Tema:
-História do povo brasileiro
-Educação Popular;
Obs: nesta etapa acontecerá a confraternização e entrega de certificado da 1ª turma de 2009.

2ª etapa: 23, 24 e 25 de julho
Tema:
-Afetividade, Gênero e Espiritualidade;
3ª etapa: 27, 28 e 29 de agosto
Tema:
-Cultura e Arte Popular;
-Comunicação Popular;

4ª etapa: 24, 25 e 26 de setembro
Tema:
-Economia Solidária;
5ª etapa: 22, 23 e 24 de outubro
Tema:
-Juventudes: Identidade e Movimento;
As inscrições já iniciaram-se e vão até o dia 11 de junho e devem ser enviadas antecipadamente por e-mail ou correio para a Associação CORAJEM, pois esta turma tem o número limite de 70 participantes.
A taxa de inscrição será de R$ 10,00 por etapa, neste valor já está incluso o material didático, alimentação, alojamento e certificado.
Lembramos também que a EAPJ é aberta para a participação de adolescentes, jovens e pessoas das comunidades dos municípios de nossa região.
Maiores informações entre em contato com a Associação CORAJEM:
042-3422-94-00
associacaocorajem@yahoo.com.br

Bairro Lagoa também inicia atividades do Projeto "Juventude da Comunidade gera Nova Sociedade"

Desde 2009 vem acontecendo em Irati nos bairros Riozinho e Vila Nova o Projeto "Juventude da Comunidade gera Nova Sociedade".
Neste ano, a partir do interesse da comunidade também foi iniciado este Projeto no bairro Lagoa, deste modo, algumas ações já aconteceram como: organização da Comissão Comunitária, escolha da agente jovem e a primeira fase das pesquisas/diagnósticos da realidade.
No último dia 14 de maio realizamos um debate sobre a realidade do bairro Lagoa, tendo como base o resultado das 25 pesquisas que foram realizadas com adolescentes, jovens e pais deste bairro no mês de abril.
Cerca de 40 pessoas estiveram reunidas no CRAS da Lagoa, entre crianças, adolescentes, jovens, pais, comunidade e a Comissão Comunitária do Projeto.
Divididos em pequenos grupos, a comunidade fez um debate com a sistematização do diagnóstico geral das pesquisas sobre os temas: trabalho e renda, saúde na comunidade, educação na comunidade, social e juventude.
E para finalizar já no debate ampliado com todos os grupos, várias pessoas da comunidade se manifestaram, dando sua opinião crítica ou favorável aos dados identificados nas pesquisas, também vale destacar que surgiram muitas idéias para o desenvolvimento do Projeto, uma delas será a realização de um Encontro Cultural Comunitário, o qual será um espaço para a comunidade e convidados demonstrar seus talentos e habilidade no teatro, dança, música.
Próximas atividades previstas do Projeto "Juventude da Comunidade gera Nova Sociedade" no bairro Lagoa:
-Reuniões da Comissão Comunitária do bairro Lagoa: toda segunda sexta-feira do mês às 18:30hrs;
-Encontro Cultural Comunitário: em junho ou início de julho;
-Início das oficinas culturais: em julho;

Maiores informações na Associação CORAJEM: 3422-94-00

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Associação CORAJEM e grupos da região irão participar da II Conferência Nacional de Ecosol

Aconteceu nos dias 05 e 06 de maio a II Conferência Estadual de Ecosol que realizou-se em Foz do Iguaçu-PR, no espaço de eventos da Itaipu e aproximadamente contou com 600 pessoas entre empreendimentos solidários, entidades de apoio e poder público.

A II Conferência Estadual de Ecosol teve como tema: "O direito as formas deorganização econômica baseada no trabalho associado, na propriedade coletiva, na cooperação e na autogestão, reafirmando a Economia Solidária como estratégia e política de desenvolvimento"
Primeiramente 8 regiões do Paraná realizaram suas etapas preparatórias, e na etapa Estadual foi o momento de reavaliar as propostas de todas as regiões e unificar em um documento final do estado do Paraná.
Além de outras finalidades, a Conferência elegeu as/os delegadas/os para a II Conferência Nacional de Economia Solidária que se realizará nos dias 16, 17 e 18 de junho em Brasília.
Os critérios de escolha dos delegados/as para participar da Conferência Nacional foram: a divisão por segmentos (empreendimentos, entidades de apoio e poder público) e número de vagas por regiões onde ocorreu as Conferências Regionais.
Representantes eleitos das regiões de Irati e Guarapuava:
*Empreendimentos:
-Associação de mulheres de Rebouças;
-Associação Assis;
-Padaria Comunitária de Reserva do Iguaçu;
*Entidades de apoio:
-Associação CORAJEM;
-Cedejor;
*Poder público:
-Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social;

Nova fase de oficinas culturais e pesquisas no bairro Riozinho

Desde 2009 vem acontecendo em dois bairros de Irati o Projeto "Juventude da Comunidade gera Nova Sociedade".
No bairro Riozinho em 2009 foi realizado a primeira fase das pesquisas/diagnósticos da realidade, organização da Comissão Comunitária e início à Oficina Cultural de Violão. E externamente, adolescentes e jovens do bairro participaram do Acampamento Regional da Juventude, Escola de Agentes Populares da Juventude e outras atividades do projeto.
E neste ano, no mês de abril realizamos a segunda fase de pesquisas/diagnósticos da realidade, reorganização da Oficina de Violão com novos monitores e também o início da Oficina Cultural de Karatê.
Em breve neste blog estaremos divulgando dados coletados nas pesquisas/diagnósticos que mostram a realidade local do bairro Riozinho a partir da opinião da própria comunidade.



Acompanhe a agenda do projeto "Juventude da Comunidade gera Nova Sociedade" no bairro Riozinho:
-Reuniões da Comissão Comunitária do bairro Riozinho: toda segunda sexta-feira do mês às 18:30hrs;
-Oficina semanal de violão: toda quarta-feira às 17:30hrs;
-Oficina semanal de karatê: toda quinta-feira às 18:30hrs;

Maiores informações na Associação CORAJEM: 3422-94-00

Articuladores do Projeto Brasil Local no Paraná

PROCESSO DE SELEÇÃO PÚBLICA No 01/2010 PROJETO BRASIL LOCAL
Aviso número 02: RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO
Cargo: Articuladores Estaduais: RS, SC e PR.
A Associação do Voluntariado e da Solidariedade – AVESOL, em atendimento ao
disposto no Convênio no. 720.038/2009, por seu representante, informa os resultados referente ao Processo Seletivo Número 01/2010, para o cargo de articulador nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Candidatos selecionados:
Rio Grande do Sul: Luíz Francisco Teixeira e Mateus de Marco;
Santa Catarina: Idalina Maria Boni;
Paraná: Carlos Emar Mariucci e Rodrigo Luís de Souza;
Porto Alegre, 27 de abril de 2010
Amabile Gentile Biazus
Presidente da AVESOL

ATENÇÃO:
Processo de seleção para os agentes de desenvolvimento do Projeto Brasil Local: para maiores informações acesse o edital, localizado na coluna esquerda deste blog ou pelo site: www.avesol.org.br

Juventude assume nova diretoria da Associação CORAJEM

No último dia 25 de abril, deu-se o início de um novo ciclo na Associação CORAJEM.
A cada 2 anos a diretoria da CORAJEM é renovada através da Assembléia Eletiva. E anualmente é realizado a Assembléia Geral que aconteceu em 2009 e foram acolhidos 20 novos sócios/as.
Em 2010, além de acontecer a 4 Assembléia eletiva em Irati, também fizemos a comemoração aos 6 anos da CORAJEM.
A programação da Assembléia Eletiva iniciou-se com a mística inicial e em seguida fizemos vários momentos de troca de experiências sobre diversos temas e a reflexão sobre o papel dos movimentos sociais.
Após o almoço, fizemos a linha do tempo da CORAJEM, a memória dos trabalhos já realizados desde a última Assembléia eletiva e acolhida dos novos/as sócios/as: Neildo, Julian, Maristela, Graciela, Débora, Sueli, Jailton, Francieli, Andressa, André, Douglas.
Encerrando estes momentos demos início a apresentação da única chapa de diretoria, após algumas modificações, foi aprovado por unanimidade a nova diretoria:

Diretoria 2010-2012:
Presidente: Cristiane de Paula
Vice-presidente: Andressa Martini de Lima
Secretária: Adrieli de Lima
Vice-Secretária: Laíse de Paula
Tesoureiro: Maygon Molinari
Vice-Tesoureiro: Eleandro de Carvalho
Conselho Fiscal: Francieli, Wiliam, Rodrigo e Neildo.
Desejamos que esta nova diretoria continue acreditando, lutando e construindo este Projeto Popular de um novo Brasil que queremos.
Muita persistência, animação, sonhos e CORAJEM a toda a companheirada!!!

Região de Irati participa da Feira Regional de Ecosol em Curitiba

A diversidade de produtos e feirantes solidários foi grande. Cerca de 70 grupos ou associações de clubes de troca e economia solidária de mais de dez cidades participaram do evento.
Comidas, bebidas e produtos orgânicos. Verduras fresquinhas e diferentes tipos de artesanatos, como as cestarias indígenas, bordados, bolsas e tricôs. Além de livros e roupas novas e usadas, todos os produtos foram comercializados.
Para as trocas de saberes e valores, onde a “mercadoria” é o conhecimento, foram realizadas inúmeras oficinas, palestras e seminários.
A Feira também contou com o clube de trocas, onde os participantes utilizaram a moeda social, chamada de girassol, e efetuaram as trocas de produtos por matérias-primas, como legumes e verduras por linhas para tricô, por exemplo.
Além do clima de comunhão entre feirantes e visitantes, a maioria moradores do Bairro Novo e região, o compasso da festa foi conduzido pela música, presença ininterrupta nos três dias de evento. Caixas de som espalhadas pelo pátio privilegiaram os ritmos nacionais: forró, moda de viola, choro e samba foram os estilos mais tocados.
As apresentações culturais aconteceram principalmente no período da tarde, com música, dança e performances teatrais. “A possibilidade de sair de outros bairros, de outras periferias para poder mostrar a sua arte é fantástica para essas pessoas, elas trabalham muito para poder mostrar sua arte e, frequentemente, não encontram espaço para isso”, reforça Magda.

Participantes da região de Irati:
Assim como nossos companheiros/as feirantes de Curitiba e região vieram a Feira de Ecosol em Irati, aproximadamente 35 pessoas dos grupos de Irati e região também foram participar da Feira de Curitiba:
-Associação de artesãos - Inácio Martins ;
-Associação de artesãos - Irati;
-Associação de mulheres - Rebouças;
-Cedejor (Prudentópolis e Mallet);
-Associação de mulheres do bairro Engenheiro Gutierrez - Irati;
-2 grupos de artesanatos - Mallet;
-Associação de artesãos - Cruz Machado;
-Grupo de agricultura ecológica - Fernandes Pinheiro;
-Associação CORAJEM - Irati;

Fonte: Cefúria e CORAJEM.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Parceria com a CORAJEM beneficia Irati e Inácio Martins com Agentes ECOSOL

A GUAYÍ, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público de Porto Alegre, RS, através da comissão de seleção, constituída por Milton Pantaleão, Coordenador Geral da Guayí, Estela Vilanova e Sylvia Severo, componentes da Equipe Técnica do Projeto Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista, torna público a divulgação dos resultados do edital para seleção das Agentes de Desenvolvimento Solidário do Projeto Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista.

A comissão reuniu-se no dia 16 de abril de 2010, na sede da Guayí, para avaliar os currículos apresentados conforme especificações do edital do processo Seletivo Público Numero 005/2010, publicado no site www.guayi.org.br, para decidir sobre a contratação das Agentes de Desenvolvimento Solidário.

Como critérios, a comissão de seleção utilizou a prioridade de gênero, a participação em questões do movimento de mulheres e economia solidária, a experiência demonstrada e comprovada por meio da apresentação do CV, identidade demonstrada em currículo com os temas referentes a mulheres, gênero e economia solidária.

No estado do Paraná foram aprovadas:
- Neusa Aguiar de Carvalho - Almirante Tamandaré;
- Aloir Natalia Candido da Silva - Inácio Martins e:
- Cristiane de Paula - Irati (para vaga de Assessora Estadual).

Confira mais informações no Link: www.guayi.org.br

segunda-feira, 12 de abril de 2010

GOVERNO FEDERAL LANÇA EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE AGENTES PARA A ECOSOL

Foi lançado o edital da SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária) do Ministério Trabalho e Emprego com Parceria da ONG AVESOL, para contratação de Agentes de Desenvolvimento. Em Irati e região o Projeto foi executado em 2008 e 2009 e contribuiu para realizar eventos de Economia Solidária, como Seminários e Cursos e na Potencialização de Grupos/Empreendimentos Solidáios de Artesanato, Agricultura Ecológica, Catadores de Material Reciclavel, entre outros.

O Brasil Local é um Projeto voltado para a geração de trabalho e renda por meio da economia solidária. O Brasil Local fomenta a organização de empreendimentos geridos pelos próprios trabalhadores(as), facilitando o acesso a políticas públicas de incentivo, como capacitação, crédito comunitário, equipamentos, formalização e escoamento da produção.

O Projeto Brasil Local visa, fundamentalmente, promover a geração de trabalho e renda e impulsionar o desenvolvimento sustentável e solidário em comunidades historicamente excluídas das ações emanadas do poder público, através da organização de empreendimentos econômicos solidários, tais como cooperativas, associações de produção, recuperação de empresas, constituição de redes, etc. Com isso, pretende contribuir para o fortalecimento da economia solidária e sua afirmação como estratégia de desenvolvimento sustentável.

Este ano o edital partiu da metodologia de selecionar entidades que se enquadrassem nas seguintes modalidades:
1 – Modalidade A: PROJETO BRASIL LOCAL - AGENTES DE DESENVOLVIMENTO E ECONOMIA SOLIDÁRIA.

2 – Modalidade B: PROJETO BRASIL LOCAL - ETNODESENVOLVIMENTO E ECONOMIA SOLIDÁRIA.

3 – Modalidade C: PROJETO BRASIL LOCAL - ECONOMIA SOLIDÁRIA E ECONOMIA FEMINISTA.

4 – Modalidade D: PROJETO BRASIL LOCAL - ARTICULAÇÃO NACIONAL DAS AÇÕES.

Na modalidade "A" para a nossa região a entidade esolhida foi a AVESOL (www.avesol.org.br) do Rio Grande do Sul que estará iniciando a execução do mesmo.

Os municipios que serão beneficiadas no Paraná são:

1 Agente para Almirante Tamandaré

1 Agente para Campo Mourão

4 Agente para Curitiba

1 Agente para Fernandes Pinheiro

1 Agente para Guarapuava

1 Agente para Inácio Martins

1 Agente para Irati

1 Agente para Mandirituba

1 Agente para Maringá

1 Agente para Piraquara

1 Agente para Pitanga

1 Agente para Ponta Grossa

1 Agente para Pontal do Paraná

1 Agente para Rio Branco do Sul

1 Agente para São José dos Pinhais


Mais informação Acesse sobre as contratações no link da AVESOL: http://www.avesol.org.br/post/2010/04/09/Projeto-Brasil-Local.aspx

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Grupo de estudos é coordenado pela juventude em Irati...

Venha participar também do Grupo de estudos da Associação CORAJEM!
Com o objetivo de trocar experiências e de aprofundar nossos conhecimentos coletivamente estará acontecendo toda 2ª quarta do mês o Grupos de estudos que é um espaço aberto a todos/as que queiram compartilhar seus saberes.
O grupo de estudos é coordenado por adolescentes e jovens que fazem parte da Associação CORAJEM. A metodologia proposta é baseada nos Círculos de cultura de Paulo Freire, onde teremos muito diálogo, troca de saberes e aprofundamento teórico através de livros específicos a cada tema, vídeos, trabalhos em grupos, dinâmicas, místicas e muita animação.
Os temas que serão abordados serão:
MAIO: Direitos Humanos;
JUNHO: Educação Popular;
JULHO: Sistema Capitalista;
AGOSTO: Economia Solidária;
SETEMBRO: Consumismo X Consumo Consciente;
OUTUBRO: Meio Ambiente;
NOVEMBRO: Comunicação Popular;
Para participar do grupo de estudos você só precisa fazer a inscrição na Associação CORAJEM e não é necessário pagar nenhuma taxa.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

II Conferência Regional de Ecosol é realizada em Irati

Realizou-se no dia 06 de abril em Irati a II Conferência Regional de Ecosol, a qual contou com a participação de representantes de empreendimentos/grupos, entidades de apoio e poder público de nossa região.
Na parte da manhã tivemos a presença do Assessor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional Zolter Chiapetti , o qual fez uma apresentação do Programa Cultivando Água boa. E também tivemos um debate sobre a Economia Solidária com o pastor Werner Fuchs, o qual é representante do CONSEA (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional).
Após o almoço foi realizado os trabalhos em grupos e a plenária com a apresentação de propostas para a Conferência Estadual. E para finalizar foram eleitos os delegados/as que irão representar nossa região na II Conferência Estadual de Economia Solidária nos dias 23 e 24 de abril em Foz do Iguaçu. Entre os delegados, a Associação CORAJEM foi uma das entidades de apoio eleita para participar da Conferência Estadual.

Agora Educação Popular é política pública

Depois de um amplo processo de articulação, os(as) educadores(as) populares da Recid conseguiram, por aclamação, na manhã desta quarta-feira, 31 de março, aprovar, dentro do Eixo I – Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade – a proposta de assegurar os princípios da Educação Popular nas políticas públicas de educação e do Estado Brasileiro.
Segundo Vera Lúcia Barreto, da equipe de articulação da Recid, a aprovação da proposta da Recid é uma conquista para a história da educação popular, dos movimentos sociais, para a luta de classe e para a memória de Paulo Freire. As propostas da Recid, e outras na mesma situação, não constavam das propostas que estavam sendo aprovadas diretamente no documento uma vez que não conseguiram ser aprovadas em mais de 5 estados da federação. Todas as propostas nesta situação precisaram passar pelo crivo da plenária dos eixos, dos quais estão participando mais de 600 trabalhadores(as) da educação. Ao todo são 6 eixos: 1) Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade; 2) Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação; 3) Democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; 4) formação e valorização dos profissionais da educação; 5) financiamento da educação e controle social; 6) justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.Para Rosângela dos Santos, educadora popular da Recid Pará e membro da Comissão Nacional, a Recid alcançou na Conae um resultado importante na luta do reconhecimento da educação popular no Brasil. A plenária do eixo era soberana para aprovar primeiro se as propostas nesta situação, na qual incluíam as da Recid, seriam admitidas e depois incluídas no documento final. Em função do processo de articulação não houve nenhuma manifestação contrária e, por unanimidade, foi aprovada a inclusão da educação popular como política pública no documento da Conae.
Willian Bonfim
pela Equipe de Comunicação da Recid

A multinacional Nestlé financia destruição de floresta

No dia 17 de março, protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
As manifestações concidiram com o lançamento de um novo relatório do Greenpeace – 'Pega com a mão na cumbuca: como o emprego de óleo de palma pela Nestlé tem um impacto devastador na floresta tropical, no clima e nos orangotangos' (em inglês) – que expõe os laços entre a Nestlé e fornecedores de óleo de palma, como a Sinar Mas, que estão ampliando suas plantações em florestas de turfa (ricas em carbono) e nas florestas tropicias da Indonésia.
Além da produção de óleo de palma, a Sinar Mas também é proprietária da Ásia celulose, a maior empresa de papel da Indonésia. A empresa também infringe a lei da Indonésia ao destruir as florestas protegidas para cultivar plantações de óleo de palma.
Como todos devem saber, a Nestlé é a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. O que ninguém sabia até então era que a empresa também é um grande consumidor de óleo de palma produzido às custas do desmatamento das florestas tropicais. Nos últimos três anos, a utilização anual do óleo quase duplicou, alcançando a marca de 320000 toneladas que entram em uma enorme gama de produtos, incluindo o chocolate mega popular KitKat, que não é vendido no Brasil.
"Toda vez que você der uma mordida em um KitKat, você pode estar dando uma mordida nas florestas tropicais da Indonésia, que são fundamentais para a sobrevivência dos orangotangos. A Nestlé precisa dar aos orangotangos uma pausa e parar de utilizar óleo de palma de fornecedores que estão destruindo as florestas", disse Daniela Montalto, do Greenpeace internacional.
O lançamento do relatório segue numerosas tentativas de convencer a Nestlé a cancelar seus contratos com a Sinar Mas. Recentemente, o Greenpeace contactou várias vezes a empresa com provas sobre as práticas da Sinar mas, mesmo assim a Nestlé continua usando o óleo de palma da Indonésia em seus produtos.
Diversas empresas importantes, incluindo a Unilever e Kraft, cancelaram os contratos de óleo de palma com a Sinar Mas. A Unilever cancelou um contrato de 30 milhões de dólares no ano passado. A Kraft cancelou o seu em fevereiro. "Outras grandes empresas estão agindo, mas a Nestlé continua fechando os olhos para os piores infratores. É tempo de a Nestlé cancelar seus contratos com a Sinar Mas e parar de contribuir com a destruição das floresta tropical e de turfas," frisou Montalto.
As florestas tropicais da Indonésia e seus orangotangos estão precisando desesperadamente de um refresco! Participe da cyberação e peça para a Nestlé dar um tempo as florestas!
Assista ao vídeo:
http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/nestle-financia-destrui-o-de
Floretas com diversidade biológica ajudam a "controlar" o clima, pois providenciam uma "rugosidade" nas correntes aéreas (ou rios aéreos). Enquanto monoculturas, as palmas por exemplo, deixam uma atmosfera homogênea, que tem menor capacidade de conter frentes diferentes que se aproximem, permitindo que a estabilidade do clima local seja deteriorada.
Sandro E.P. Marschhausen


Para saber mais sobre os crimes da Nestlé acesse:





Quem compra os produtos desta empresa colabora no financiamento destes crimes.

"Sabe-se que a imagem dessa multinacional, pelo menos no Brasil, é de uma empresa comprometida com a qualidade não só dos seus produtos, mas com o bem estar dos seus consumidores, assim como com a responsabilidade social.... Também é importante lembrar que ela é um dos grandes anunciantes nacionais. Isso estaria contribuindo para o silêncio dos grandes meios de comunicação."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cáritas Diocesana também apoia a Associação CORAJEM

Abaixo, o folder da Cáritas Diocesana, que foi distribuído neste ano, nas paróquias e capelas da Diocese de Ponta Grossa.
E contém os projetos apoiados com recursos do FDS 2009 (Fundo Diocesano de Solidariedade), onde a Associação CORAJEM aprovou em 2009 um projeto para a "Escola de Agentes Populares da Juventude", o qual foi realizado em 3 etapas no ano de 2009 e contou com a participação de aproximadamente 70 adolescentes e jovens de nossa região.













Programação da Feira Regional de Ecosol em Curitiba

16/04/10
18hs: Ato de abertura (Com a presença do coral infantil N. Sra. Aparecida e grupo de teatro os “Ator Mentados”)
19hs: Show musical (música Latino-americana – Petra e Vitor – UFPR)

17/04/10

9hs-11hs: Seminário : “Moeda Social, trocas solidárias e Ecobanco” (com Carlos de São Paulo)
12hs: Almoço
14hs-16hs: Oficinas: Oficina 1: “Artesanato indígena”(Aldir e Jovina) e Oficina 2: “Produção de sacolas ecológicas” (Odete, da Rede Esperança)
16hs: Apresentações culturais (Grupo de balé e teatro infantil Rede Esperança; capoeira Mutirão; teatro juvenil)

18/04/10
9hs-11hs: Seminário : “Economia Solidária: a economia a serviço da vida” (com André Langer – Cepat e Pastoral Operária)
12hs: Almoço
14hs-16hs: Oficinas: Oficina 1: “Comércio Justo”(Sônia IMS) e Oficina 2: “Resgatando o saber Popular: a medicina Alternativa” (Olívia, da Rede Esperança)
16hs: Show musical (Músicas Latino-americanas)
17h30hs: Ato de encerramento